Casos de Malária aumentaram mais de 100% em Maputo no ano passado
- 11/01/2026
"Nós tivemos (...) um aumento de mais de 100% dos casos, em que passamos de 12.402 casos notificados em 2024 para 26.928 casos que foram notificados em 2025. Isto significa que em 2024 tivemos 12 óbitos e em 2025 tivemos 30 óbitos por malária", disse a vereadora de Saúde e Qualidade de Vida no Conselho Municipal de Maputo, citada hoje pela comunicação social.
Segundo a responsável, os distritos de Chamanculo, Kamavota, kamubukwana, Kamaxaquene foram os mais afetados pela doença no ano passado, associado ao deficiente saneamento do meio, inundações recorrentes e práticas inadequadas de higiene individual naquelas regiões de Maputo, sul de Moçambique.
Em 10 de dezembro, o antigo ministro da Saúde moçambicano, Ivo Garrido, criticou a tendência de estagnação dos índices de prevalência e incidência de malária em Moçambique, apontando para falhas na prevenção da doença.
"Estamos a falhar sobretudo na prevenção. Foram (...) apresentados aqui certos mapas com a evolução da prevalência e da incidência da malária ao longo de décadas e o que nós verificamos é que, às vezes, baixa um bocadinho, mas a tendência é praticamente para a estagnação", disse Ivo Garrido, durante o Fórum Anual de Malária em Nampula, no norte de Moçambique.
Segundo o antigo ministro da Saúde (2005-2010), a incidência e prevalência da malária "praticamente não mexem" em Moçambique desde a proclamação da independência, em 1975, apesar dos esforços do país para travar a doença.
O Ministério da Saúde moçambicano também disse que o país registou cerca de 10,3 milhões de casos de malária, entre janeiro e setembro, contra nove milhões no mesmo período do ano passado, um aumento em 14% de novos casos da doença.
Em 2024, pelo menos 358 pessoas morreram vítimas da doença no país africano, que registou mais de 11,5 milhões de casos e cerca de 67 mil internamentos, avançou, em 25 de abril, o Presidente moçambicano, no âmbito do Dia Mundial da Malária, pedindo maior proteção para as crianças.
A vacina contra a malária R21/Matrix-M, a segunda para crianças, desenvolvida pela Universidade de Oxford, no Reino Unido, já está em utilização em Moçambique, seguindo os conselhos do Grupo Consultivo Estratégico de Peritos em Imunização (SAGE) e do Grupo Consultivo de Políticas sobre Malária (MPAG).
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