Casal de idosos desaparecido em Montemor-o-Velho. O que se sabe?
- 14/02/2026
Um casal de idosos do concelho de Montemor-o-Velho está desaparecido desde sexta-feira e prosseguem buscas para os encontrar. As operações concentram-se nos campos do Vale do Pranto, área fustigada pelas cheias das últimas semanas, mas não é certo se o desaparecimento está ligado à questão do mau tempo.
O alerta para o desaparecimento foi dado na sexta-feira à Guarda Nacional Republicana (GNR), pelas 19h45.
O homem, de 68 anos, e a mulher, de 65, residentes em Verride, saíram de casa e não regressaram, o que motivou o alerta de familiares.
As buscas foram iniciadas ainda na sexta-feira, tendo sido suspensas pelas 22h00 e retomadas na manhã deste sábado, com quatro militares da GNR e cinco operacionais dos Bombeiros Voluntários de Soure, apoiados por duas viaturas.
Segundo o comandante dos Bombeiros de Soure, João Paulo Contente, as buscas decorrem na zona oeste do concelho, na freguesia de Vinha da Rainha, numa zona que abrange os campos agrícolas de arroz do Vale do Pranto.
Mas o que aconteceu?
Na vila, correm várias versões e multiplicam-se as especulações sobre o que terá acontecido.
À SIC Notícias, alguns vizinhos dizem mesmo que o casal já teria saído de casa há alguns dias, embora o alerta só tenha sido dado sexta-feira, e temem que tenha sido vítima do mau tempo.
Segundo alguns moradores, o casal saiu para uma consulta em Coimbra e não regressou. Outros dão conta de que os idosos ainda terão jantado no mesmo dia com uma pessoa amiga.
"O trajeto conheciam bem. Mas há várias versões, agora também se fala muita coisa", acrescenta um popular à mesma estação de televisão.
O casal vivia sozinho e era autónomo, apesar de algumas dificuldades de locomoção.
Naquela região, várias estradas continuam submersas por causa das cheias.
Dezasseis pessoas morreram em Portugal na sequência da passagem das depressões Kristin, Leonardo e Marta, que provocaram também muitas centenas de feridos e desalojados.
A destruição total ou parcial de casas, empresas e equipamentos, a queda de árvores e de estruturas, o fecho de estradas, escolas e serviços de transporte, e o corte de energia, água e comunicações, inundações e cheias são as principais consequências materiais do temporal.
As regiões Centro, Lisboa e Vale do Tejo e Alentejo são as mais afetadas.
O Governo prolongou a situação de calamidade até domingo para 68 concelhos e anunciou medidas de apoio até 2,5 mil milhões de euros.














