Carneiro espera que, com Seguro, o Governo responda a propostas do PS
- 10/02/2026
À entrada para a reunião da Comissão Política Nacional dos socialistas, que esta noite discute os resultados eleitorais das presidenciais que deram a vitória ao ex-líder do partido António José Seguro, José Luís Carneiro referiu que, se hoje não há convergência com o Governo em diferentes áreas, "não se deve à falta de vontade do PS", que apresentou várias propostas a Luís Montenegro.
"Espero agora, que, com o contributo que o futuro Presidente da República recentemente eleito e que tomará posse no dia 09 de março, o Governo possa responder às propostas que o PS tem vindo a fazer ao longo destes meses", disse.
Assegurando que o "pressuposto fundamental" é da separação de poderes, o líder do PS explicou que Seguro foi defendendo na campanha e nos seus discursos que "quer contribuir para que os partidos se entendam em matérias fundamentais para a vida das pessoas".
"Significa que essa afirmação está em conformidade com aquilo que tem sido uma posição que temos assumido ao longo dos últimos meses, ou seja, de que é muito importante que o Governo estabeleça um diálogo, uma concertação e uma cooperação que sirvam o interesse das pessoas nas áreas do desenvolvimento", enfatizou.
Para Carneiro, a vitória de Seguro foi a vitória da "democracia, dos democratas, dos humanistas que encontraram no candidato apoiado pelo Partido Socialista o espaço para a defesa desses valores constitucionais fundamentais".
"O Presidente da República tem funções que a Constituição lhe atribui que são funções de isenção, de imparcialidade, de independência e de representação de todo o povo português. Para ter os resultados que teve, os resultados mais expressivos de sempre, recebeu votos de todos os quadrantes políticos ou partidários", apontou.
O PS, segundo o seu líder, "tem o seu caminho, tem as suas opções e não deixará de ser aquilo que deve ser, que é o principal partido da oposição que é capaz de afirmar uma alternativa credível de Governo e de resposta às preocupações que as pessoas têm".
Leia Também: "Demissão de ministra é a prova de que Governo falhou na resposta"













