Carlos Daniel: "Fafe no Jamor? Temos o costume de pensar jogo a jogo..."
- 15/01/2026
Apesar dos triunfos anteriores sobre duas equipas da I Liga portuguesa, o Moreirense (1-0), na terceira eliminatória da 'prova rainha', e o Arouca (2-1), na quarta ronda, o extremo brasileiro, de 23 anos, admite que a presença no Estádio Nacional, no vale do rio Jamor, em Oeiras, só se tornou objetivo com o êxito de quarta-feira, para o qual contribuiu com o segundo golo fafense, aos 70 minutos.
"Temos o costume de pensar jogo a jogo, treino a treino. Com os resultados que tivemos, bate aquela emoção nos adeptos, que até nos mandam mensagens. Absorvemos um pouco disso, mas sabemos as dificuldades do Torreense. É um 'sonho'. Quem não sonha em jogar uma final no Jamor?", assume, em declarações à Lusa.
O sorteio realizado hoje na Cidade do Futebol, em Oeiras, ditou que o conjunto da Liga 3 recebe a formação da II Liga na primeira mão, em 04 de março, e se desloca a Torres Vedras, na segunda, em 22 de abril, enquanto a outra meia-final opõe o vencedor do último desafio dos quartos de final ainda por jogar, entre Sporting e AVS, marcado para 03 de fevereiro, e o FC Porto.
Carlos Daniel crê que a equipa treinada por Mário Ferreira teve "um bom sorteio", embora lembrando que é preciso "manter os pés no chão" e continuar a trabalhar para "colher bons frutos" numa meia-final em que o jogo decisivo vai decorrer em terreno adversário.
"Quem joga a segunda partida em casa acaba por ter mais vantagem, mas não pensamos nisso. Sabemos da nossa força em casa. Temos o apoio dos nossos adeptos. A força deles tem sido fundamental para conseguir os resultados. Jogando o primeiro jogo em casa, sabemos que temos de ser fortes. No segundo jogo, não pode ser diferente", lembra.
Sem se esquecer do primeiro golo como profissional, ao serviço do AVS, na vitória sobre o Louletano (1-0), para a edição 2023/24 da Taça de Portugal, o jogador principalmente formado no Flamengo reconhece que o golo apontado ao Sporting de Braga é o "mais importante" da carreira, por ajudar o Fafe a regressar a uma fase da prova que não disputava há 47 anos.
"É óbvio que o primeiro como profissional traz aquele sentimento, mas, a nível de carreira, este é o golo mais importante. Tive a felicidade de marcar o golo que deu o apuramento ao Fafe, depois de tantos anos sem disputar as meias-finais da Taça de Portugal, contra um clube 'gigante' e histórico como o Sporting de Braga. Foi um momento brilhante que vou guardar para sempre na minha memória", assume.
Carlos Daniel frisa ainda que lances como o contra-ataque na origem do seu golo foram "planeados durante a semana" e enaltece o "passe genial" de Vasco Braga que o isolou, rumo ao 2-0, após João Santos ter aberto a contagem, aos 42 minutos, e Dorgeles ter reduzido a diferença, aos 90+5.
O ex-jogador de AVS e Trofense considera ainda que a eliminação de três formações da I Liga na 'prova rainha' atesta "a motivação a mais" que é jogar contra adversários do escalão principal, mas também o "muito sacrifício" apresentado pelo plantel do Fafe nos treinos e nos jogos.














