Carlos César não antevê candidaturas à liderança do PS contra Carneiro
- 24/01/2026
"A unidade dos partidos não é aferida pelo número de candidatos a determinados cargos (...), mas não tenho notícias, aliás, de que exista qualquer outra candidatura a perfilar-se para a liderança do PS", disse, depois de questionado sobre se apresentação de outras candidaturas poderia ser interpretada como falta de união interna.
Carlos César falava aos jornalistas após a reunião desta manhã, em Lisboa, da Comissão Nacional do PS, em que ficou definida a data das eleições diretas para secretário-geral do partido e do XXV Congresso Nacional.
Sobre se são esperados adversários ao atual líder nestas eleições, Carlos César disse "não fazer a menor ideia", mas acrescentou que "é de presumir que o candidato mais forte e comummente aceite é José Luís Carneiro", salientando que o seu desempenho "tem sido muito bem acolhido pelo eleitorado do PS e pelos militantes".
"Terá certamente todas as condições de continuar a fazer esta projeção e esta reabilitação que o Partido Socialista necessita para ser uma força central na vida política portuguesa", salientou.
Questionado sobre se espera ver o partido voltar à força que já teve no passado, César responder que "nunca se volta ao que já se foi", mas que o trabalho do PS é procurar influenciar politicamente, ser o maior partido português e voltar a governar Portugal.
Carlos César foi também inquirido sobre se pretende continuar como presidente do PS depois do Congresso, mas não respondeu diretamente, salientando que esse é um cargo que é "eleito em congresso por proposta de um número mínimo de delegados" e que prefere esperar até à reunião magna, que se realiza a 27, 28 e 29 de março.
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