Cargueiro ficou em risco de naufragar na Figueira após bater "no fundo"
- 26/01/2026
Paulo Mariano, vice-presidente da comunidade portuária da Figueira da Foz, revelou que o cargueiro que se encontra à deriva, em risco de naufragar, na Figueira da Foz, "bateu no fundo", ao sair da barra, devido ao "excesso de areia" que existe na zona.
Para o responsável, "estamos a viver efetivamente uma tragédia, risco de naufrágio de um navio e não é por mau tempo, a barra estava operacional. O cargueiro bateu no fundo à saída da barra porque estamos com um problema gravíssimo de excesso de areia na barra da Figueira da Foz".
"Essa dragagem foi executada baseando-se num estudo de há 10 anos, feito pela Universidade de Aveiro, um estudo que pode estar completamente obsoleto", denunciou.
Paulo Mariano não tem dúvidas que o problema está no "facto da zona estar assoreada".
"A dragagem foi mal feita e mal acabaram ficamos com uma barra intrasitável, há inclusive embarcações que não conseguem sair. Esta situação já era uma tragédia em termos económicos e agora pode ser uma tragédia com um naufrágio. Vamos ver se os reboques chegam a tempo para levar o navio para Lisboa ou Setúbal para o salvar", atirou, realçando que "na Figueira da Foz não há reboques com a capacidade" de auxiliar a embarcação.
Devido a toda esta situação, em declarações à RTP 3, o responsável deixou um apelo a Luís Montenegro.
"Faço um apelo ao primeiro-ministro: meta os olhos nisto, a mão nisto, porque é um assunto que se pode transformar numa tragédia nacional, que já está a acontecer em termos económicos a toda a região Centro e pode ser para este navio que está à deriva", reiterou.
Questionado sobre a possível solução para evitar um naufrágio, Paulo Mariano foi perentório: "A única solução é ser rebocado para um porto seguro ou, então, fica à deriva e sujeito a naufragar a qualquer momento".
Segundo a página Marine Traffic, o Ekborg está ao largo da barra da Figueira da Foz, sem comandos, a navegar a uma velocidade de meio nó (menos de 1 km por hora).
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