Caracas denuncia na OPEP+ que EUA querem as suas reservas de petróleo
- 30/11/2025
De acordo com a Venezuela, os Estados Unidos pretendem apoderar-se das suas reservas petrolíferas, mantendo um destacamento militar no mar das Caraíbas sob o pretexto de combater o narcotráfico.
Numa carta assinada pelo Presidente Nicolás Maduro e divulgada pela vice-presidente executiva Delcy Rodríguez, o Governo venezuelano acusou os Estados Unidos de tentarem apoderar-se das suas reservas de petróleo através do uso de força militar letal contra o território, o povo e as instituições do país.
"Esta intenção não só viola as disposições que regem a coexistência pacífica entre as nações, como também coloca em sério risco a estabilidade da produção petrolífera venezuelana e do mercado internacional", acrescentou.
O Governo de Maduro afirmou que a Venezuela vai manter-se firme na defesa dos seus recursos naturais energéticos e "não cederá a qualquer tipo de chantagem ou ameaça".
Além disso, espera contar com os melhores esforços do secretário-geral da OPEP, Haitham Al Ghais, bem como dos membros da aliança OPEP+, para ajudar a travar o que considera ser uma "agressão que se intensifica com força crescente" e que, alertou, "ameaça seriamente o equilíbrio do mercado energético, tanto para os países produtores como para os consumidores".
Desde meados de agosto que os Estados Unidos mantêm um destacamento naval e aéreo no mar das Caraíbas, em águas próximas da Venezuela, que defendem como parte da sua estratégia de combate ao narcotráfico, mas que Caracas considera uma "ameaça" destinada a provocar uma mudança de governo.
Durante estes meses, as forças armadas norte-americanas atacaram 20 embarcações alegadamente ligadas ao tráfico de droga, resultando na morte de pelo menos 83 pessoas.
A aliança OPEP+, liderada pela Arábia Saudita e pela Rússia, decidiu hoje manter inalterado o nível da sua oferta conjunta de petróleo, que representa quase metade da produção global, pelo menos até 01 de abril de 2026.
A OPEP foi fundada em 1960 em Bagdade pela Arábia Saudita, Venezuela, Irão, Iraque e Kuwait. Em 2016, o grupo acordou cooperar com outros 10 países, entre eles a Rússia, México Cazaquistão e Azerbaijão, criando a aliança OPEP+.
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