"Cantonesco". Gary Neville usa Bruno Fernandes para 'picar' Ruben Amorim
- 18/01/2026
Gary Neville não poupou, este sábado, nos elogios tecidos a Bruno Fernandes, na sequência da exibição 'de gala' assinada no triunfo do Manchester United sobre o Manchester City, que teve como ponto alto o passe para Bryan Mbeumo, no lance que desfez o nulo, em Old Trafford, à passagem dos 65 minutos.
O internacional português viu-lhe, ainda, ser anulado um golo, por fora de jogo (e aquela que seria outra assistência, para um remate certeiro de Amad Diallo), numa prestação que a 'lenda viva' dos red devils catalogou de "Cantonesca", em referência a Eric Cantona.. Algo que, acredita, se deve, sobretudo, a Michael Carrick, que o colocou na posição mais indicada... ao contrário do que fazia o antecessor, Ruben Amorim.
"É ali que ele tem de jogar. Ele tem de estar próximo da baliza, onde pode causar estragos, porque é um grande jogador. Nós não queremos vê-lo lá atrás, num meio-campo a dois, à frente de uma linha de três defesas", começou por afirmar, em declarações prestadas na estação televisiva britânica Sky Sports.
"Será que é aí que nós queremos vê-lo? Não, claramente, não está certo. Acabei de ver tantas coisas que me recordaram da maneira como este clube joga, daquilo que é o seu ADN e daquilo que deve ser. Eu sempre disse que o sistema tático do Manchester United é este, com um avançado, e, depois, um número 10", prosseguiu.
"Pode ser [Dwight] Yorke, pode ser Cantona, pode ser [Wayne] Rooney, pode ser [Carlos] Tévez, pode ser [Dimitar] Berbatov... Depois, há aqueles jogadores que jogam próximo do ponta de lança, como [Paul] Scholes fez, durante vários anos. Tivemos sempre aquele jogador mais talentoso próximo do ponta de lança, a alimentá-lo", completou.
"Fomos condicionados a acreditar que o Manchester United não podia jogar como jogou"
No entanto, os elogios de Gary Neville não se ficaram por aqui, e apontou mesmo esta como "uma das melhores exibições de qualquer era por parte de uma equipa do Manchester United", de tal maneira que pode ser encarada como uma "base" sólida" para aquilo com que o sucessor irá trabalhar, na temporada de 2026/27.
"Fomos condicionados a acreditar que o Manchester United não podia jogar como jogou hoje. Foi isso que me foi dito durante os últimos três, quatro ou cinco anos. 'Sigam em frente, já não é possível jogar daquela maneira'. Lamento, mas é possível jogar desta maneira, no futebol moderno, e acabámos de ver 90 minutos disso mesmo", refletiu.
"Não é altura para dizer que o Manchester United vai manter-se assim e subir no campeonato. Isto tem de ser visto como uma ponte para, potencialmente, alcançar um lugar europeu. Alcançar o top5 seria fantástico, mas isto não é o regresso do Manchester United. É o regresso, pelo menos, de algo digno do clube", acrescentou.
"Estes últimos largos anos foram uma pálida imitação, na verdade. Tem sido horrível. Vimos tantos maus jogos, aqui... Temos de ver um bom jogo para nos fazer perceber do quão mau foram", rematou.
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