Candidatos que evitam falar sobre pacote laboral "falham aos portugueses"
- 13/01/2026
"Estas propostas não foram apresentadas no programa eleitoral da AD para, poucos meses depois, estarem a ser apresentadas como facto consumado. Dos outros candidatos, aquilo que eu espero, até porque será algum de nós o próximo Presidente da República a ter de aprovar ou não este pacote, é que digam então o que vão fazer", disse, após ser questionado sobre a manifestação desta tarde, em Lisboa, pela retirada do pacote laboral.
O candidato a Presidente da República apoiado pelo Livre falava aos jornalistas, em Beja, depois de uma visita ao espaço onde será construído o futuro Museu de Banda Desenhada.
Para Jorge Pinto, quem agora "tenha medo de dar a sua opinião em relação àquilo que já é conhecido" está também a falhar aos portugueses ao "não ser transparente em relação à sua posição".
"Aquelas mais de 100 propostas, pelo menos a proposta inicial do Governo, é conhecida, é pública e em relação a essa, pelo menos em relação a essa, já todos os candidatos podem ter uma opinião formada", afirmou, sem especificar nomes.
Jorge Pinto reiterou que vetaria o diploma se fosse aprovado como está a ser discutido neste momento, criticando a falta de transparência do Governo na discussão destas alterações à lei e argumentando que não será positivo, nesta matéria, ter em Belém alguém demasiado próximo do executivo.
"Não é saudável para a nossa democracia ter na Presidência da República alguém que é demasiado próximo do Governo. Não é bom, porque é sempre melhor ter alguém vigilante que faça, desde logo, a vigilância constitucional das propostas e também uma vigilância política daquilo que é o trabalho que sai do Governo.
Dirigentes, delegados e ativistas sindicais da CGTP estão hoje a manifestar-se para exigir a retirada do pacote laboral.
Numa ação de campanha dedicada à cultura, Jorge Pinto foi questionado sobre se dará continuidade à Festa do Livro em Belém, iniciada por Marcelo Rebelo de Sousa, caso seja eleito e respondeu afirmativamente, acrescentando que gostaria de levar a iniciativa a todo o país.
O candidato ressalvou ainda o "legado histórico único" da banda desenhada em Portugal defendendo uma maior valorização deste género a nível político.
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