Candida auris pode levar à morte. Sabe identificar os sintomas do fungo?
- 15/01/2026
Contrariamente ao que se tinha apurado anteriormente, o primeiro caso de Candida auris em Portugal foi identificado em 2022 em amostras clínicas de hospitais públicos do Norte e de Lisboa e Vale do Tejo.
O Laboratório Nacional de Referência (LNR) de Infeções Parasitárias e Fúngicas foi pioneiro na identificação do Candida auris em Portugal em 2022.
Não obstante, neste momento o fungo já não é desconhecido e constitui uma ameaça à saúde pública.
Por ser um fungo "resistente aos medicamentos normalmente utilizados para tratar infeções fúngicas, tem suscitado alguma preocupação na comunidade médica", aponta a rede de saúde CUF.
A par disso, a infeção por Candida auris "pode mesmo ser fatal", sendo que 30 a 60% dos doentes que "contraíram esta infeção morreram", acrescentam.
O que pode causar a contração deste fungo
Este fungo, também conhecido como Candidozyma auris "pode causar doenças graves". E algumas, de acordo com os especialistas da Cleveland "são resistentes a múltiplos medicamentos, tornando-as difíceis de tratar".
Problemas de saúde mais comuns provocados pelo Candida Auris:
Infeções nos ouvidos
Infeções em feridas
Infeções urinárias
Infeções no sangue que se podem espalhar pelo resto do corpo
Sintomas comuns de uma infeção do fungo Candida auris
Segundo estes especialistas, os sintomas nunca são iguais, depende da infeção, ou seja, do local onde se pode alojar o fungo. Ainda assim, alguns sintomas podem incluir:
Febre
Calafrios
Cansaço extremo
Pressão arterial baixa
Frequência cardíaca elevada
Baixa temperatura corporal (hipotermia)
Dor e pressão nos ouvidos
Apesar de muitos portadores do fungo serem assintomáticos, a Cleveland Clinic reforça os cuidados, visto que mesmo assim se "pode transmitir para outras pessoas".
Principais fatores de risco para contração deste fungo
Geralmente este fungo "não afeta pessoas saudáveis", segundo aponta a rede de saúde CUF. A contração deste fungo tende a acontecer mais em contexto hospitalar, nomeadamente em situações como as seguintes:
Contacto com pessoas infetadas
Doentes internados ou residentes em lares
Doentes polimedicados ou com cirurgia recente
Alterações do sistema imunitário (algumas situações de cancro ou diabetes)
Toma de antibióticos ou de antifúngicos de largo espectro
Presença de tubos ou cateteres, como, por exemplo, sondas de alimentação, algálias ou cateteres venosos centrais.
Estes especialistas alertam para a necessidade de diagnóstico em caso de sintomas.














