Câmara nega desabamento de casa em Setúbal. Família acusa falta de apoio
- 27/01/2026
Um casal com quatro filhos menores garantiu, a vários meios de comunicação social, na segunda-feira, que ficou desalojado após o desabamento da casa onde morava, em Setúbal, na tarde de domingo, 25 de janeiro.
No entanto, a autarquia nega que o imóvel, localizado no Bairro das Barrocas, tenha sofrido qualquer desabamento.
Num comunicado enviado ao Notícias ao Minuto, a Câmara Municipal de Setúbal garante que, "de acordo com a informação transmitida pelo Serviço Municipal da Proteção Civil" ocorreu apenas "uma queda de pedras", uma situação que asseguram está a ser "acompanhada pelos serviços municipais competentes, em articulação com as entidades responsáveis pela Proteção Civil".
Apesar disso, nota a autarquia dirigida por Maria das Dores Meira, que "a ocorrência não está relacionada com qualquer intervenção, obra ou responsabilidade direta do município, tratando-se de uma situação alheia à atuação da autarquia".
Afiança ainda a câmara que "o imóvel onde se verificou a queda de pedras não se encontrava habitado".
Ao ser alertado para este incidente, "o município atuou de forma imediata, mobilizando os meios necessários para assegurar a segurança da população e o isolamento da área, sempre em coordenação com as entidades no terreno”, afirmou o vereador com o pelouro da Proteção Civil, Paulo Maia.
No mesmo comunicado, a autarquia garante que "continuará a monitorizar a evolução da ocorrência e a adotar as medidas adequadas, reafirmando o compromisso com a segurança da população e o regular funcionamento do espaço público".
Imagens mostram casa sem parede
O casal contou, ao Correio da Manhã e, depois, à SIC Notícias, que ficou desalojado com os dois filhos menores no domingo, depois de a casa onde habitavam ter ruído.
De acordo com a mulher, Soraia Rosa, há cerca de três meses uma parede da casa já tinha desabado. Na altura, a família pediu ajuda à autarquia e esta pagou-lhes três dias de alojamento.
Porém, os seis acabaram por voltar para o imóvel, por não terem alternativa para morar.
Alertada para este, alegado, novo desabamento, a autarquia terá dito ao casal, segundo Soraia, que não tinham casas disponíveis. Apenas podiam ajudar com um mês de renda, a partir daí, o pagamento ficava a cargo da família.
"Disseram, na nossa cara, que temos de nos virar", lamentou, lembrando que as casas são "500, 600, 700 euros" e que vivem com "800 euros por mês".
"Fica impossível estar a pagar água, luz, renda, bens essenciais. É impossível", realçou ainda Soraia.
Segundo a SIC Notícias, Soraia e Luís recebem o Rendimento Social de Inserção (RSI).
Nas imagens reveladas na comunicação social é possível ver duas casas sem condições de habitabilidade. Uma, inclusive, sem parede junto ao que parece ser uma sala de jantar.
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