Câmara do Porto quer criar divisão de policiamento comunitário
- 19/01/2026
Segundo a vereadora, que acumula os pelouros da Coesão Social, Saúde e Proteção Civil, Habitação e Recursos Humano, após o Governo ter aberto concurso para a chegada de 80 novos polícias, a autarquia quer aproveitar o trabalho já em curso no terreno desde novembro, de policiamento comunitário, para criar essa divisão.
O projeto apresentando na reunião de hoje recebeu a aprovação dos conselheiros, um procedimento, segundo o presidente da Câmara, Pedro Duarte, que "torna mais simples junto do Governo atingir esse objetivo".
Antes, o comandante da Polícia Municipal (PM) do Porto, Afonso Sousa, fez o balanço do policiamento de visibilidade, que se traduziu em 42 ações em novembro de 2025 e 199 em dezembro do mesmo ano em diversos locais da cidade, com recurso a carros, moto-quatro ou agentes apeados.
Sobre o policiamento de comunidade, Afonso Sousa revelou que se aplicam às comunidades educativa, sénior, de pessoas portadoras de deficiência e em situação de sem-abrigo.
Ainda sobre o tema, em representação da Direção-Geral de Estabelecimentos Escolares, Luís Carlos Lobo pediu que "o projeto da PM com as crianças passasse a abranger também os pais, através da sensibilização para a utilização do telemóvel", argumentando que "todos são poucos para educar os jovens".
O presidente da União de Freguesias do Centro Histórico do Porto, Nuno Cruz interveio também para pedir a alteração do método de intervenção da Polícia Municipal e da PSP na resposta às "queixas de ruído de madrugada de que moradores lhe dão conta sem que haja resposta da polícia".
O superintendente da PSP, Rui Mendes, disse ver com bons olhos que essa situação passasse para a alçada da Polícia Municipal, através da alteração do contrato interadministrativo, explicando que diariamente respondem a cerca de 300 ocorrências e quem nem sempre há resposta no momento em que são contactados.
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