Câmara de Coimbra aconselha corredor A8/A17/A25 como alternativa à A1
- 12/02/2026
A A1 foi cortada pouco depois das 18h00 de quarta-feira, após a rutura de um dique do rio Mondego, nos Casais, que teve como consequência o abatimento da via ao quilómetro 191.
Em comunicado, a autarquia referiu que, apesar de o Itinerário Complementar (IC) 2 também ser "uma solução possível", não é a que recomenda.
"A autarquia desaconselha a sua utilização como corredor estruturante de atravessamento nacional, remetendo-a para deslocações intermédias entre Aveiro e Pombal, sobretudo nas horas de ponta, o que já hoje de manhã se traduziu em elevado volume de tráfego", justificou.
A Câmara de Coimbra lembrou ainda a necessidade de os condutores usarem sistemas de navegação GPS atualizados, que já têm "as informações relativas aos cortes e percursos alternativos".
No que respeita ao tráfego proveniente de sul de Pombal com destino a norte de Aveiro, recomendou "a saída em Pombal para o IC8, seguindo pela A17 até Aveiro e retomando a A1 através da A25, no nó de Aveiro Norte (com percurso idêntico no sentido inverso)".
"O tráfego proveniente da A13 ou do IC8 (Castelo Branco) deverá optar prioritariamente pelo IC8 na zona do Avelar em direção a Pombal, entrando na A17 no nó do Louriçal e seguindo até Aveiro, com ligação à A1 pela A25, evitando a aproximação à área urbana de Coimbra", acrescentou.
Já para o trânsito proveniente de zonas a sul do concelho de Penela, o município aconselhou "evitar a transferência da A13 para Coimbra, seja em direção a Ceira, seja em direção à A1 através da A13-1, a partir de Almalaguês, prevenindo constrangimentos no atravessamento urbano da cidade".
No caso do trânsito proveniente da A25 com destino a sul de Pombal, "deve evitar-se o IP3 em direção a Coimbra", sendo a recomendação "manter a circulação na A25 até Aveiro, seguir pela A17 até ao Louriçal e aceder à A1 através do IC8".
O IC2 "deverá ser considerado apenas para deslocações com destino intermédio entre Aveiro e Pombal, não sendo recomendado como corredor estruturante de atravessamento nacional, sobretudo nas horas de ponta", avisou.
Segundo a Câmara, hoje de manhã registaram-se "vários quilómetros de fila nas vias urbanas e acessos à cidade de Coimbra, já habitualmente pressionados, devido à utilização como desvio da autoestrada e a constrangimentos adicionais em algumas estradas nacionais afetadas por inundações".
Na noite de quarta-feira, abateu parte da plataforma da A1 ao quilómetro 191, na zona de acesso ao viaduto C do Mondego, o que "não representou risco para utilizadores, uma vez que o sublanço entre os quilómetros 198 e 189 tinha sido encerrado preventivamente em ambos os sentidos".
De acordo com a Brisa Concessão Rodoviária, "a rutura resultou do rebentamento do dique e da subsequente escavação do aterro que suporta a via, associada a um débito excecional superior a 2.100 metros cúbicos por segundo".
"A concessionária informou que acompanha a situação desde 02 de fevereiro, com monitorização permanente, mantendo no terreno mais de 30 operacionais em articulação com as autoridades", referiu a autarquia.
O ministro das Infraestruturas e Habitação, Miguel Pinto Luz, já admitiu que serão precisas várias semanas para reparar este troço da A1.
Dezasseis pessoas morreram em Portugal na sequência da passagem das depressões Kristin, Leonardo e Marta, que provocaram também muitas centenas de feridos e desalojados.
A destruição total ou parcial de casas, empresas e equipamentos, a queda de árvores e de estruturas, o fecho de estradas, escolas e serviços de transporte, e o corte de energia, água e comunicações, inundações e cheias são as principais consequências materiais do temporal.
As regiões Centro, Lisboa e Vale do Tejo e Alentejo são as mais afetadas.














