Câmara de Beja retira 34 pessoas em evacuação preventiva de prédios
- 07/02/2026
Em comunicado divulgado na sexta-feira à noite, a autarquia alentejana revelou ter esta "ação conjunta de evacuação" foi realizada em dois prédios na Rua Alexandre Herculano, "em risco iminente de ruir e com evidentes problemas de insalubridade e perigo para a saúde pública, colocando em risco vidas humanas".
A operação, realizada através do Serviço Municipal de Proteção Civil, foi justificada pelo município com o "agravamento das condições meteorológicas e face à previsão de novo agravamento do estado do tempo", além do estado de degradação dos prédios.
Contactado já hoje pela agência Lusa, o presidente da Câmara de Beja, Nuno Palma Ferro, explicou que a maior parte das pessoas retiradas habitava "num prédio que apresenta evidentes sinais de degradação e que está adjacente a outro onde já tinha havido uma pequena derrocada".
"E é neste outro prédio, até devido ao estado do tempo e à chuva dos próximos dias, que tememos que caia e provoque contágio ao outro edifício, fazendo-o também ruir, pelo que decidimos retirar, preventivamente, os moradores dos dois imóveis", realçou o autarca.
O município, que disse ter ativado o Plano de Emergência Social, indicou que encontrou "respostas diferenciadas" para os residentes retirados das suas casas.
Em informação disponibilizada hoje à Lusa, a autarquia precisou que, das habitações objeto de inspeção, "uma pessoa idosa foi encaminhada para a habitação de um familiar, por dispor de retaguarda e suporte adequados".
Uma outra pessoa "encontra-se sinalizada para eventual integração numa resposta protocolada com o Centro Distrital da Segurança Social, designadamente a Comunidade de Inserção da Cáritas Diocesana de Beja, no âmbito do acompanhamento social em curso", acrescentou.
"Um casal de pessoas idosas foi realojado em habitação municipal, garantindo-se uma resposta habitacional adequada e segura", precisou.
Quanto aos restantes 30 moradores "foram encaminhados para uma resposta de acolhimento coletivo de emergência social, de caráter temporário, ativada pelo município para este efeito".
"Esta resposta funciona em estreita articulação com os parceiros da Rede Social do concelho, assegurando o município o acompanhamento permanente", pode ler-se nas informações enviadas à Lusa.
No comunicado divulgado na sexta-feira, a Câmara de Beja disse ter acionado, para esta evacuação conjunta, diversos serviços competentes, como a PSP ou os Bombeiros Voluntários.
Portugal continental vai começar a sentir hoje de manhã os efeitos da depressão Marta, que traz chuva, neve, vento e agitação marítima e uma nova subida dos caudais dos rios e ribeiras a sul do rio Tejo.
Treze pessoas morreram em Portugal desde a semana passada na sequência da passagem das depressões Kristin e Leonardo, que provocaram também muitas centenas de feridos e desalojados.
A destruição total ou parcial de casas, empresas e equipamentos, a queda de árvores e de estruturas, o fecho de estradas, escolas e serviços de transporte, e o corte de energia, água e comunicações são as principais consequências materiais do temporal.
As regiões Centro, Lisboa e Vale do Tejo e Alentejo são as mais afetadas.
O Governo prolongou a situação de calamidade até dia 15 para 68 concelhos, que irão beneficiar de medidas de apoio até 2,5 mil milhões de euros.
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