Câmara da Marinha Grande lança campanha de reforço à entreajuda social
- 14/02/2026
"A iniciativa integra o esforço mais amplo de resposta à tempestade Kristin, evidenciando a importância da solidariedade e da cooperação comunitária como complemento às ações operacionais no terreno", anunciou a autarquia, em comunicado.
Intitulada "Ajude-nos a Ajudar", a campanha apela à participação da comunidade na identificação de pessoas em situação de vulnerabilidade social ou de saúde para que o municÃpio garanta "que ninguém fica sem apoio, neste momento particularmente exigente para o concelho".
Qualquer cidadão que conheça vizinhos, familiares ou outras pessoas que necessitem de apoio, deve comunicar essa informação à Câmara Municipal, de forma presencial, no EdifÃcio da Resinagem (entre as 09:00 e as 17:00), ou através do número 912482262.
O municÃpio da Marinha Grande apelou também hoje à mobilização de voluntários especializados para apoiar na reconstrução das habitações afetadas, com destaque para pedreiros, eletricistas, canalizadores e arboristas.
"Este reforço técnico é essencial para garantir uma resposta rápida e eficaz à s famÃlias que necessitam de intervenção urgente nas suas casas", sustentou esta tarde a autarquia, em comunicado.
Os profissionais e voluntários disponÃveis devem dirigir-se ao Estaleiro Municipal, na Rua do Matadouro, onde está centralizada a coordenação dos trabalhos e a distribuição das equipas no terreno.
No comunicado, o municÃpio "agradece profundamente a solidariedade que o paÃs tem manifestado desde o inÃcio da situação de emergência, reconhecendo o papel fundamental de todos os que já têm colaborado no apoio à s populações e nos trabalhos de recuperação".
Dezasseis pessoas morreram em Portugal na sequência da passagem das depressões Kristin, Leonardo e Marta, que provocaram também muitas centenas de feridos e desalojados.
A décima sexta vÃtima é um homem de 72 anos que caiu no dia 28 de janeiro quando ia reparar o telhado da casa de uma familiar, no concelho de Pombal, e que morreu a 10 de fevereiro, nos Hospitais da Universidade de Coimbra (HUC).
A destruição total ou parcial de casas, empresas e equipamentos, a queda de árvores e de estruturas, o fecho de estradas, escolas e serviços de transporte, e o corte de energia, água e comunicações, inundações e cheias são as principais consequências materiais do temporal.
As regiões Centro, Lisboa e Vale do Tejo e Alentejo são as mais afetadas.
O Governo prolongou a situação de calamidade até domingo para 68 concelhos e anunciou medidas de apoio até 2,5 mil milhões de euros.
[NotÃcia atualizada à s 16h28]
Leia Também: Mais de 250 bibliotecas públicas com danos causados pelas tempestades













