Caldas de Penavoca com produção "totalmente parada" e sem perspetivas
- 09/02/2026
"É uma situação de grande incerteza e, pelo menos, teremos mais uma semana ou duas para vislumbrar alguma solução. Mas não há certeza de nada", disse à agência Lusa o administrador da Caldas de Penacova, Urbano Marques.
A empresa, situado no concelho de Penacova (distrito de Coimbra), com 96 trabalhadores, está com a produção parada face à impossibilidade que tem de escoar material, acrescentou, referindo que estão a ser pensadas algumas soluções, em conjunto com o município e o regimento de engenharia do Exército, mas ainda sem certezas.
"Vamos ver se conseguimos arranjar uma meia solução para circulação com camionetas mais pequenas, mas se vai ser permitido ou não é outra coisa", disse Urbano Marques, sublinhando que a empresa tem suporte financeiro para aguentar a paragem.
Segundo o administrador, a empresa é "líder de mercado há 14 anos", mas antevê um "prejuízo maior" face à falta de produto que os seus clientes poderão sentir, caso a paragem se prolongue durante algum tempo.
O presidente da Câmara de Penacova, Álvaro Coimbra, manifestou à agência Lusa a sua preocupação com a situação, recordando que aquela empresa é "um dos maiores empregadores do concelho".
"Estamos a procurar uma solução alternativa, já que o acesso que existe não será resolvido rapidamente", notou.
Segundo o autarca, o Exército esteve no domingo no terreno a avaliar uma alternativa, nomeadamente a criação de uma ponte, mas, "face ao caudal do rio, nem há condições para avaliar" a viabilidade dessa infraestrutura.
"Temos de procurar uma alternativa, seja por via do Exército ou com a IP [Infraestruturas de Portugal], porque poderá haver uma relação entre o que está a acontecer ali e o que aconteceu no talude do IP3, no mesmo local, mas mais acima na encosta [que levou à supressão de uma via]", disse Álvaro Coimbra.
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