Caldas da Rainha sem eletricidade por intervenção da E-Redes
- 02/02/2026
Desde cerca das 10h00 a E-Redes efetuou "uma intervenção no poste de muita alta tensão, obrigando ao corte de eletricidade numa vasta área, afetando todo o concelho das Caldas da Rainha e arredores".
A intervenção decorre "por tempo indeterminado".
A E-Redes registou hoje um aumento do número de novas avarias na rede elétrica nacional, devido ao agravamento das condições atmosféricas durante a madrugada, e às 08h00 estavam sem luz 161 mil clientes.
Nas zonas mais crÃticas estavam sem energia 151 mil clientes, na maioria em Leiria, com 110 mil clientes afetados, Santarém, com 26 mil, Castelo Branco, com 12 mil, e Coimbra, com três mil.
Entre as 00h00 e as 08h00, a Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil (ANEPC) registou 263 ocorrências relacionadas com o mau tempo, a maioria na região de Lisboa e Vale do Tejo, nomeadamente 135 quedas de árvores, 58 inundações e 41 quedas de estruturas.
No anterior balanço da E-Redes, às 19h00 de domingo, estavam cerca de 159 mil clientes sem eletricidade.
Os clientes da E-Redes correspondem a "pontos de entrega de energia" como habitações, empresas ou lojas com ligação elétrica, sendo assim difÃcil quantificar o número de pessoas que estão a ser afetadas.
A rede elétrica nacional foi afetada há seis dias, na quarta-feira, pela passagem da depressão Kristin, com ventos que superam os 220 quilómetros por hora.
O mau tempo causou pelo menos cinco mortos, segundo a Proteção Civil, vários feridos e desalojados.
A Câmara da Marinha Grande contabiliza ainda uma outra vÃtima mortal no concelho. No sábado, outros dois homens morreram ao caÃrem de um telhado que estavam a reparar, um no concelho da Batalha e outro em Alcobaça. Na madrugada de domingo, um homem morreu no concelho de Leiria por intoxicação com monóxido de carbono com origem num gerador.
A destruição total ou parcial de casas e empresas, quedas de árvores e de estruturas, cortes ou condicionamentos de estradas e serviços de transporte, em especial linhas ferroviárias, fecho de escolas e cortes de energia, água e comunicações são as principais consequências materiais do temporal.
Leiria, por onde a depressão entrou no território, Coimbra e Santarém são os distritos que registam mais estragos.
O Governo decretou situação de calamidade, que foi prolongada este domingo, após uma reunião do Conselho de Ministros, até dia 08 de fevereiro.
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