Bruxelas destina 1,9 mil milhões de euros a ajuda humanitária
- 22/01/2026
"O sistema humanitário encontra-se sob uma pressão sem precedentes e o financiamento público, por si só, não é suficiente para responder à dimensão da crise", frisou a comissária para a Igualdade, Preparação e Gestão de Crises, Hadja Lahbib.
A comissária apresentou este compromisso no Fórum Económico Mundial de Davos, na Suíça, que decorre esta semana, com o objetivo de explorar novos modelos de financiamento privado para complementar as contribuições públicas e, assim, avançar "de forma mais rápida e colaborativa".
Segundo a Comissão Europeia, o fundo será utilizado para financiar assistência básica, como alimentação e abrigo de emergência, cuidados de saúde essenciais, proteção das populações mais vulneráveis e apoio à educação pré-escolar em situações de crise.
Uma grande parte do orçamento estará concentrado em África, sendo 557 milhões de euros destinados a regiões como a África Ocidental e Central, o Sahel, a bacia do lago Chade e o corno de África, onde persistem crises humanitárias prolongadas devido a conflitos armados, insegurança alimentar e deslocações forçadas.
O Médio Oriente vai receber 448 milhões de euros, com fundos reservados para Gaza, na sequência do frágil cessar-fogo com Israel, durante o qual mais de 450 pessoas morreram em ataques israelitas, bem como para o Iraque, Iémen, Síria e Líbano, territórios que continuam altamente dependentes de ajuda humanitária.
O orçamento inclui ainda 145 milhões de euros para a Ucrânia, assinalando quatro anos desde o início da guerra, e mais 8 milhões de euros para projetos humanitários na Moldova.
Na Ásia Meridional e Central, 126 milhões de euros serão atribuídos ao Afeganistão, Paquistão e Irão, enquanto 95 milhões de euros serão atribuídos à América Central, América do Sul e Caraíbas para responder a conflitos armados, episódios de violência generalizada e crises relacionadas com o clima.
O Sudeste Asiático e o Pacífico receberão 73 milhões de euros, com especial enfoque na crise de Myanmar (antiga Birmânia) e nas suas repercussões para os países vizinhos, e o Norte de África receberá 14,6 milhões de euros para enfrentar os desafios políticos, económicos e sociais, de acordo com a distribuição anunciada pela Comissão Europeia.
Para além das alocações regionais, a comissão irá reservar mais de 415 milhões de euros para fazer face a emergências humanitárias que possam surgir ao longo do ano e para garantir a capacidade operacional e logística da ajuda europeia.
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