Bruxelas aprovará plano para empréstimos de 5,8 mil milhões em Defesa
- 11/01/2026
"Propusemos o SAFE [Instrumento de Ação para a Segurança da Europa], a nossa iniciativa de aquisição conjunta, há menos de um ano, e [...] temos agora os planos dos Estados-membros. Planeamos aprovar metade deles já esta semana", anunciou a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, em declarações a um pequeno grupo de jornalistas em Bruxelas, incluindo a Lusa.
Fontes europeias indicaram à Lusa que em causa estão oito países, de 18 candidatos, cujos planos deverão ter 'luz verde' na próxima quarta-feira, sendo eles Portugal, Roménia, Bélgica, Bulgária, Chipre, Dinamarca, Espanha e Croácia.
O SAFE, que foi proposto em março do ano passado pela Comissão Europeia, vai conceder até 150 mil milhões de euros em empréstimos a longo prazo e a preços favoráveis aos Estados-membros da UE para investimentos em capacidades de defesa.
Estes empréstimos, que têm de ser executados até 2030, vão financiar esforços de aquisição urgentes e em grande escala.
A Portugal foram destinados 5,8 mil milhões de euros, aos quais o país concorreu em novembro passado com um plano para reequipar as forças armadas.
"Tudo isto em menos de um ano desde a proposta [do SAFE], uma velocidade impressionante e um verdadeiro sucesso", observou Ursula von der Leyen.
De acordo com a responsável, "o ano passado [de 2025] foi histórico para a defesa europeia", já que "foi atribuído mais financiamento à defesa num único ano do que nos dez anteriores" e se avançou mais rapidamente.
Nestas declarações, a líder do executivo comunitário abordou também a guerra da Ucrânia causada pela invasão russa, que entra em fevereiro próximo no quarto ano, apontando que "a primeira linha de defesa será e é constituída pelas forças armadas da Ucrânia, bem treinadas, com experiência de combate e bem equipadas" e a segunda diz respeito ao apoio dos aliados no âmbito da Coligação da boa vontade sobre a Ucrânia.
"Aqui é muito positivo que os americanos estejam envolvidos, nomeadamente na verificação e na monitorização, mas também como salvaguarda. Neste momento, as garantias de segurança em cima da mesa são substanciais, sólidas e bem definidas", adiantou.
Para Ursula von der Leyen, "o plano de paz e as garantias de segurança são o resultado de negociações difíceis e de muito trabalho por parte dos ucranianos, dos Estados Unidos, da Europa e da Coligação" da boa vontade, cabendo agora à Rússia "mostrar que está interessada na paz".
[Notícia atualizada às 18h23]
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