Bruno Fernandes toma decisão sobre futuro após a demissão de Ruben Amorim
- 15/01/2026
O Manchester United está a 'ferro e fogo', na sequência da súbita demissão de Ruben Amorim, que não resistiu ao empate a uma bola concedido na deslocação a Elland Road, perante o Leeds United, no passado dia 4 de fevereiro, domingo, assim como à ('bombástica') conferência de imprensa que se seguiu.
Nos últimos dias, na imprensa desportiva britânica foram-se multiplicando os rumores dando conta da alegada intenção de Bruno Fernandes em abandonar Old Trafford, fruto de um mal-estar provocado pelo despedimento do compatriota, mas, esta quinta-feira, a estação televisiva BBC Sports colocar os 'pontos nos is' a propósito daquilo que se segue na sua carreira.
O internacional português já terá feito saber que não tem qualquer intenção de 'mudar de ares', demonstrando-se empenhado em fazer jus ao estatuto de capitão e ajudando os companheiros de equipa a darem volta àquele que é um dos mais delicados períodos da história recente do clube.
Uma decisão que, ainda assim, pode vir a ser repensada, no próximo mercado de transferências, altura em que estará na iminência de completar 32 anos de idade, e na qual pela frente apenas mais uma temporada do contrato que o próprio renovou, há, sensivelmente, ano e meio.
Ainda que esteja longe de ser uma figura unânime, em Terras de Sua Majestade, a verdade é que o antigo jogador do Sporting continua a ser a figura mais preponderante de todo o plantel dos red devils, o que se reflete nos cinco golos e nas nove assistências que leva já ao cabo dos 20 jogos em que foi utilizado, em 2025/26.
"Manchester United não teve a coragem de tomar essa decisão porque Ruben Amorim me queria"
O próprio Bruno Fernandes 'abriu o livro' a propósito da relação com o Manchester United, no passado mês de dezembro, quando, numa extensa entrevista concedida ao Canal 11, se debruçou a propósito dos boatos em torno de uma eventual saída, sobretudo, devido ao 'assédio' de que continua a ser alvo, por parte da Arábia Saudita.
"Não vejo pelo dinheiro. Financeiramente não me posso queixar, apesar de a diferença para a Arábia Saudita ser abismal. Se algum dia for jogar para a Arábia Saudita, vou. Não será pela questão financeira, vou porque o estilo de vida vai mudar, a vida dos meus filhos vai ser de sol, após seis anos de frio e chuva em Manchester, porque vou jogar num campeonato em crescendo...", começou por afirmar.
"A paixão e a empatia pelo clube eram iguais, só que chega a um ponto em que o dinheiro, para eles, é mais importante do que tu. O clube queria que eu fosse. Eu disse isso aos diretores, acho que não tiveram coragem de tomar essa decisão porque o mister me queria. Mas, se eu dissesse que queria sair, mesmo com o mister a querer que eu ficasse, o clube deixava", acrescentou.
Já sobre Ruben Amorim, não lhe poupou nos elogios: "É uma pessoa muito séria no trabalho, como eu. A ligação dele com os jogadores do Sporting era incrível. Aqui, cada vez mais, tenta entrar na cabeça e no coração dos jogadores, para que a relação seja mais de homem para homem e não de treinador para jogador".
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