Brisa mostra imagens e explica "trabalhos de estabilização" na A1
- 12/02/2026
A BCR - Brisa Concessão Rodoviária revelou, esta quinta-feira, que está a realizar "trabalhos de estabilização" junto ao troço da Autoestrada 1 (A1), que ruiu na noite de quarta-feira após o rebentamento de um dique do rio Mondego.
Em comunicado, enviado às redações, a Brisa explicou que os trabalhos são feitos em duas fases: "a primeira focada no sentido Norte-Sul e a segunda focada no sentido Sul-Norte".
"A prioridade passa, atualmente, pela implementação de medidas que impeçam o agravamento dos danos nas duas faixas de rodagem. Os trabalhos em curso consistem na utilização de material rochoso tendo em vista suster a erosão da infraestrutura (enrocamento) no sentido Norte-Sul", lê-se na nota.
Esta fase mobilizou, até ao momento, mais de 30 camiões, um camião-grua, um camião porta-máquinas, um buldózer e duas escavadoras, com mais de 70 profissionais no terreno.
Já a segunda fase "visará estabilizar os solos sob a laje de transição, no sentido Sul-Norte, de forma a repor as condições da plataforma".
Os trabalhos estão a ser acompanhados por equipas técnicas do Laboratório Nacional de Engenharia Civil (LNEC) e do Ministério das Infraestruturas e Habitação, em articulação com o Instituto da Mobilidade e dos Transportes (IMT), a Guarda Nacional Republicana (GNR), Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil (ANEPC) e a Agência Portuguesa do Ambiente (APA).
Segundo a Brisa, "não é possível, para já, estimar o prazo de conclusão das obras de reparação".
Sublinhe-se que o tabuleiro do viaduto da A1 desabou na sequência do rompimento do dique nos Casais, Coimbra, ao final da noite de quarta-feira.
Quais são as alternativas para os automobilistas?
A Brisa sugeriu aos automobilistas a utilização de alternativas à interrupção da autoestrada no sentido Norte-Sul junto ao nó de Coimbra Sul, ao quilómetro 191, através do corredor A8/A17/A25 ou o IC2.
No comunicado, a concessionária admitiu que, "não sendo possível, neste momento, estimar o prazo de conclusão das obras de reparação", está empenhada em "minimizar transtornos" e que "poderão ser usadas como vias alternativas o corredor A8/A17/A25 ou o IC2".
Ministro admite que reparação de troço poderá demorar "várias semanas"
O ministro das Infraestruturas e Habitação, Miguel Pinto Luz, admitiu que serão precisas várias semanas para reparar o troço da A1. Durante uma visita ao local, Pinto Luz sublinhou aos jornalistas "a velocidade e a violência das águas", que descreveu como "uma situação absolutamente anormal".
"Temos hoje 15 camiões com enrocamento para reforçar a quebra que surgiu. Amanhã de manhã, mais camiões vêm reforçar com enrocamento", disse Pinto Luz, citado pela emissora RTP Notícias.
O recurso a enrocamento, blocos de rocha compactados, "é a única coisa que nós podemos fazer enquanto as águas não descerem", admitiu o ministro.
Pinto Luz disse também que a fissura, no sentido norte-sul, "pode alastrar" para o outro sentido. O dirigente acrescentou que, "enquanto as águas não descerem não se pode fazer a intervenção de fundo".
"Serão seguramente semanas para conseguirmos que esta infraestrutura volte a estar ao serviços dos portugueses", disse Pinto Luz.













