Brasileira condenada por participar em plano para matar mulher de amante
- 13/02/2026
Uma ama brasileira, de 25 anos, declarou-se culpada pelo seu papel num duplo homicídio ocorrido no estado de Virgínia, nos Estados Unidos, e foi condenada a 10 anos de prisão. Além da jovem, também o pai da família, Brendan Banfield, foi detido pelos crimes e enfrenta prisão perpétua.
Segundo a agência de notícias The Associated Press (AP), Juliana Peres Magalhães declarou-se culpada, em 2024, do crime de homicídio por negligência após ter estado envolvida na morte da mulher do seu amante - que era seu patrão - e de outro homem.
O crime ocorreu a 24 de fevereiro de 2023, quando Christine Banfield e Joseph Ryan foram mortos no interior da casa da família Banfield. Logo no início da investigação, as autoridades descobriram que Brendan Banfield e a ama dos filhos, Juliana, tinham um caso amoroso e, por isso, tinham planeado matar Christine, de 37 anos.
O plano, de acordo com a acusação, foi orquestrado por Brendan e consistia em criar um perfil falso numa rede social dedicada a fetiches sexuais, onde se fazia passar por Christine.
Ryan, de 39 anos, caiu na armadilha e passou a conversar com a suposta Christine, tendo elaborado uma fantasia de violação com uma faca, correntes e uma corda. O objetivo seria matar Christine e culpar Ryan pelo crime.
Na altura do crime, Juliana e Brendan disseram à polícia que chegaram a casa e encontraram Ryan a esfaquear Christine e, por isso, dispararam um tiro cada um contra o suposto estranho para proteger a mulher.
Mais tarde, descobriu-se que as declarações eram falsas e que Juliana disparou um segundo tiro contra Ryan, que viria a ser fatal, enquanto Brendan esfaqueou a mulher até à morte.
Segundo a juíza do condado de Fairfax, Penney Azcarate, as ações da brasileira "foram deliberadas, egoístas e demonstraram um profundo desprezo pela vida humana".
"Por isso, sejamos francos: Não merece nada além de prisão e uma vida de reflexão sobre o que fez à vítima e a esta família", sublinhou a juíza ao proferir a sentença.
A acusação já tinha pedido que Juliana cumprisse apenas o período que já tinha cumprido desde a detenção, em outubro de 2023, uma vez que tinha aceitado um acordo de confissão. No entanto, a juíza rejeitou o pedido e aplicou a pena máxima prevista para o crime de homicídio por negligência em Virgínia.
"Eu sei que o meu remorso não vos pode trazer. Perdi-me num relacionamento e deixei para trás os meus valores e princípios", disse Juliana, em tribunal. "Eu causei uma dor que não pode ser medida. Eu peço perdão à família Banfield e à família de Joseph Ryan. Não há nada que eu possa fazer para vos compensar pela perda. Existem muitos arrependimentos, este é o maior deles".
Já Brendan Banfield foi considerado culpado por duas acusações de homicídio qualificado pelas mortes de Christine Banfield e Joseph Ryan. A leitura da sentença de Banfield, que enfrenta prisão perpétua, está marcada para 8 de maio.














