Bispo de Leiria-Fátima manifesta "solidariedade e oração" pelas vítimas
- 30/01/2026
José Ornelas frisou que a Diocese de Leiria-Fátima está a acompanhar de "forma atenta" a "difícil situação, nas paróquias e organizações do território", numa mensagem num "momento de dor e dificuldade" dirigida à população do "território da Diocese de Leiria-Fátima, particularmente na região Centro do país".
Expressou ainda a sua "solidariedade e oração pelas vítimas mortais e suas famílias, pelos que ficaram feridos, bem como por aqueles que perderam bens, memórias e meios de vida".
A diocese tem procurado "oferecer apoio concreto e presença pastoral junto das comunidades afetadas, agindo em articulação com as autoridades locais e nacionais de socorro e reparação das condições de vida das áreas atingidas", frisou o também presidente da Conferência Episcopal Portuguesa.
"Por parte da Diocese, toda a ajuda económica ou de bens de primeira necessidade deve ser canalizada através da Cáritas diocesana, de acordo com as indicações veiculadas nas plataformas digitais da Diocese" pode ler-se.
"A nossa solidariedade estende-se também às outras dioceses que enfrentam contrariedades semelhantes. Reconhecemos o esforço e o sofrimento de todos aqueles que, nos territórios vizinhos, foram atingidos por esta devastadora situação", acrescentou o bispo da Diocese de Leiria-Fátima.
José Ornelas agradeceu também a "solidária disponibilidade das organizações", como bombeiros, forças de segurança, proteção civil e outros organismos, de todo o país, que "desde a primeira hora, marcam presença" ao lado da diocese.
"É um sinal muito positivo de humanidade solidária que permanecerá na nossa memória coletiva. Um particular agradecimento aos grupos de jovens e mais adultos que estão a integrar o esforço de apoio, com aqueles que estão na primeira linha de intervenção", vincou.
Na mesma nota, o bispo da Diocese de Leiria-Fátima divulgou a "mensagem especial" enviada pelo papa Leão XIV, que manifestou hoje um voto de pesar pelas vítimas mortais da depressão Kristin em Portugal e reconheceu o trabalho de entreajuda dos cidadãos.
"É uma página do conforto amigo que brota da comunhão que vivemos como Igreja e nos dá força e esperança", frisou ainda José Ornelas.
A passagem da depressão Kristin por Portugal continental, na quarta-feira, deixou um rasto de destruição, causando pelo menos cinco mortos, segundo a Proteção Civil, vários feridos e desalojados. A Câmara da Marinha Grande contabiliza ainda outra vítima mortal no concelho.
Quedas de árvores e de estruturas, corte ou o condicionamento de estradas e serviços de transporte, em especial linhas ferroviárias, fecho de escolas e cortes de energia, água e comunicações foram as principais consequências materiais do temporal.
Leiria, por onde a depressão entrou no território, Coimbra e Santarém são os distritos que registam mais estragos.
O Governo decretou situação de calamidade entre as 00:00 de quarta-feira até às 23:59 de dia 01 de fevereiro para cerca de 60 municípios, número que pode aumentar.
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