Bill e Hillary Clinton fecham acordo para depor no Congresso sobre Epstein
- 03/02/2026
Hillary Clinton prestará o seu depoimento perante a comissão de supervisão da Câmara dos Representantes (câmara baixa do Congresso) em 26 de fevereiro.
Já Bill Clinton irá testemunhar em 27 de fevereiro e será a primeira vez que os congressistas forçam um ex-presidente a depor, noticiou a agência Associated Press (AP).
O acordo surge após meses de negociações entre as duas partes, enquanto os republicanos procuravam tornar os Clinton um ponto central na investigação da comissão do Congresso sobre Epstein, um criminoso sexual condenado que se suicidou numa cela de prisão em Nova Iorque em 2019, e Ghislaine Maxwell, a sua ex-namorada.
"Estamos ansiosos por interrogar os Clinton como parte da nossa investigação sobre os crimes hediondos de Epstein e Maxwell, para garantir a transparência e a responsabilização para o povo americano e para as vítimas", destacou o congressista James Comer, presidente da comissão de supervisão, em comunicado.
Durante meses, os Clinton resistiram às intimações da comissão, mas os republicanos da câmara baixa, com o apoio de alguns democratas, avançaram com a acusação por desacato ao Congresso.
A acusação ameaçava os Clinton com multas substanciais e até mesmo com prisão, caso fossem condenados.
O presidente da Câmara dos Representantes, o republicano Mike Johnson, sublinhou hoje que qualquer tentativa de considerar os Clinton culpados de desacato ao Congresso estava suspensa.
Mesmo com os Clinton a cederem à pressão, a negociação entre os congressistas republicanos e os advogados do casal foi marcada pela desconfiança, enquanto discutiam os pormenores do depoimento.
Concordaram em ter os depoimentos transcritos e gravados em vídeo, revelou Comer.
Clinton, assim como vários outros homens poderosos, teve uma relação bem documentada com Epstein no final da década de 1990 e início dos anos 2000.
Não foi acusado de irregularidades nas suas interações com o falecido financeiro.
Ambos os Clinton afirmaram não ter conhecimento de que Epstein abusasse sexualmente de raparigas menores de idade.
Os Clinton argumentaram que as intimações para os seus depoimentos eram inválidas e ofereceram-se para apresentar declarações juradas sobre Epstein.
A ameaça de uma votação sobre acusações de desacato aumentou a possibilidade de o Congresso utilizar, pela primeira vez, uma das suas mais severas punições contra um ex-presidente.
Historicamente, o Congresso tem demonstrado deferência para com os ex-presidentes e nunca nenhum foi obrigado a depor perante os congressistas, embora alguns o tenham feito voluntariamente.
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