Batalha recorre a empresa para evitar furto de combustível de geradores
- 03/02/2026
"Montámos os nossos geradores das águas, colocámos combustível para o seu funcionamento, para os furos de captação e estação de tratamento, e passadas algumas horas já estavam sem combustível", explicou André Sousa à agência Lusa, referindo que a situação aconteceu após a passagem da depressão Kristin que causou muitos estragos e prejuízos no concelho.
Por isso, acrescentou, a seguir recorreu-se a voluntários, juntamente com a GNR, para "guardar esses mesmos geradores", o que permitiu "normalizar o fornecimento de água", que está, agora, a "funcionar a 90%".
"Tivemos vários carros a passar durante a noite, não identificámos nenhum furto em concreto, mas claramente o papel dos voluntários foi fundamental nessa guarda noturna durante o fim de semana", afirmou.
O autarca do distrito de Leiria acrescentou que, agora, está uma "empresa privada de segurança a fazer esse trabalho em conjunto com a GNR".
André Sousa disse que aos poucos a normalidade começa a chegar ao concelho, as escolas já estão abertas, mas, acrescentou, "quase metade do concelho" ainda está sem eletricidade.
"E tem sido esse o nosso foco", frisou, referindo que se está também a proceder à limpeza dos caminhos florestas num trabalho em parceria com a E-Redes com o objetivo de "encontrar alternativas".
O município realizou na segunda-feira três sessões de esclarecimento dirigidas à população, para tirar dúvidas, falar sobre o fornecimento de energia e rede, e ouvir as necessidades da comunidade.
"Além de esclarecermos as dúvidas e informarmos sobre o trabalho que está a ser feito no terreno, é muito importante para nós ouvir as pessoas e perceber o que estão a sentir e as suas principais dificuldades", referiu, citado em comunicado, André Sousa.
Nas reuniões participaram os comandantes da GNR e dos bombeiros voluntários da Batalha e presidentes de junta de freguesia, estando previstas mais iniciativas do género em zonas onde ainda não foi reposta a eletricidade.
Dez pessoas morreram desde a semana passada na sequência do mau tempo. A Proteção Civil contabilizou cinco mortes diretamente associadas à passagem da depressão Kristin e a Câmara da Marinha Grande anunciou uma outra vítima mortal, a que se somaram depois quatro óbitos registados por quedas de telhados (durante reparações) ou intoxicação com origem num gerador.
A destruição total ou parcial de casas, empresas e equipamentos, quedas de árvores e de estruturas, cortes ou condicionamentos de estradas e serviços de transporte, em especial linhas ferroviárias, o fecho de escolas e cortes de energia, água e comunicações são as principais consequências materiais do temporal, que provocou algumas centenas de feridos e desalojados.
Leiria, Coimbra e Santarém são os distritos com mais estragos.
O Governo decretou situação de calamidade até ao próximo domingo para 69 concelhos e anunciou um pacote de medidas de apoio até 2,5 mil milhões de euros.
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