Banco Mundial mobiliza 2,1 mil milhões de euros Moçambique (até 2031)
- 26/01/2026
"Este novo CPF é uma mudança seletiva no envolvimento com Moçambique para refletir o nosso foco específico no emprego", disse o diretor da Divisão do Banco Mundial para Moçambique, Madagáscar, Maurícias, Seicheles e Comores, Fily Sissoko, citado num comunicado enviado hoje à Lusa.
"Ao concentrarmo-nos em corredores económicos e setores com elevado potencial de criação de emprego, como a energia, o agronegócio e o turismo, pretendemos mobilizar cerca de 2,5 mil milhões de dólares durante o período do CPF para ajudar Moçambique a transformar a sua riqueza natural em oportunidades tangíveis e melhores empregos, especialmente para os jovens e as mulheres", acrescenta ainda o responsável.
O programa do Banco Mundial para os próximos cinco anos em Moçambique prevê a mobilização de instrumentos de financiamento por parte das várias entidades do Grupo, incluindo garantias, apoio ao setor privado e serviços de consultoria para o lançamento de projetos no país.
"Durante este novo ciclo de parceria, serão mobilizados instrumentos financeiros de todo o Grupo Banco Mundial para ajudar a atrair investimento privado, incluindo garantias, financiamento misto e serviços de consultoria, nomeadamente através de iniciativas emblemáticas como a Mission 300 e a AgriConnect", ligadas à eletricidade e à agricultura.
A nova estratégia do Banco Mundial para este país africano lusófono "centra-se na energia, no agronegócio e no turismo, ao mesmo tempo que desenvolve uma força de trabalho qualificada, reforça a estabilidade macroeconómica e aborda a fragilidade", para reforçar a estabilidade macroeconómica e orçamental, melhorar as competências da força de trabalho, expandir o acesso à energia e dinamizar os corredores económicos, e aumentar os empregos liderados pelo setor privado".
Para além dos 2,5 mil milhões de dólares, o Banco Mundial aprovou também o acesso de Moçambique a cerca de 450 milhões de dólares (cerca de 380 milhões de euros) da Janela de Prevenção e Resiliência, destinados "à prevenção e redução de conflitos, prevenção de fatores de fragilidade e construção de uma estabilidade mais ampla nos próximos anos", e já anunciado na semana passada pelo Ministério das Finanças moçambicano.













