Banco Central da Rússia desce taxa diretora para 15,5%
- 13/02/2026
Esta foi a sexta redução consecutiva das taxas diretoras na Rússia. Em 19 de dezembro passado, o BCR também reduziu em meio ponto percentual as taxas, para 16%.
Segundo informou hoje o banco central russo, "a economia continua a voltar para uma trajetória de crescimento equilibrado".
"Em janeiro, o crescimento dos preços acelerou sob a influência de fatores isolados". No entanto, os indicadores estáveis de crescimento dos preços, segundo estimou o Banco da Rússia, não mudaram consideravelmente", assinalou.
O BCR estimou que "quando cessar a influência dos fatores isolados a inflação continuará a reduzir-se".
O regulador indicou que em 2026 espera que as taxas de juro oscilem numa faixa média entre 13,5% e 14,5%, o que "implica manter uma política monetária e de crédito rigorosa", para permitir uma redução da inflação para entre 4,5% e 5,5% no segundo semestre do ano.
A partir de 2027, os níveis de inflação deverão manter-se nos níveis previstos como objetivo pelo Governo russo, assinalou, embora o BCR tenha alertado que "as expectativas inflacionistas se mantêm num alto nível".
"Isso pode dificultar a desaceleração estável da inflação", disse.
Além disso, afirmou que a economia russa continua "a arrefecer" apesar de no quarto trimestre do ano passado a procura ter aumentado devido à subida do imposto sobre valor acrescentado (IVA) e das taxas de importação para reciclagem de veículos importados anunciadas para o início do ano.
O BCR anunciou que a próxima reunião do Conselho de Direção em que se estudará manter ou mudar as taxas de juro será em 20 de março de 2026.
O regulador russo tem insistido nos últimos meses na sua política cautelosa de taxas de juro e apostado numa redução gradual que evite um crescimento brusco da inflação, sobretudo perante riscos geopolíticos como as recentes sanções aprovadas pelos Estados Unidos contra as duas maiores petrolíferas do país.
Esta política foi criticada pelo Ministério de Desenvolvimento Económico da Rússia e pelos empresários do país, que defendem que a falta de "créditos baratos" provocada pelas altas taxas trava a economia russa.
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