Avança fusão das carreiras de guarda-florestal, vigilantes e guarda-rios
- 31/01/2026
"Neste momento, o ministério do Ambiente e Energia está comprometido em avançar com um processo de revisão das carreiras de guarda-florestal, de vigilantes da Natureza e dos guarda-rios", afirmou João Manuel Esteves, durante a sua intervenção no XXV Encontro Nacional dos Vigilantes da Natureza, que decorre até segunda-feira, no Gerês, concelho de Terras de Bouro, distrito de Braga.
Perante dezenas de vigilantes da Natureza, do presidente da Câmara de Terras de Bouro, Manuel Tibo (PSD), e do presidente do Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas (ICNF), Nuno Banza, o governante contou que "já decorreram várias reuniões, num processo negocial", entre o ministério das Finanças, o ministério do Ambiente e Energia, o ministério da Administração Interna e o ministério da Agricultura e do Mar.
"Estamos [também] diretamente envolvidos com as vossas organizações sindicais com um objetivo claro: a criação de uma nova carreira especial, capaz de consolidar estas três áreas num corpo profissional único, mais coerente e mais adequado às exigências atuais de proteção e gestão do território", justificou o secretário de Estado do Ambiente.
Entre os temas abordados nas reuniões interministeriais, estão a discussão sobre "o modelo remuneratório" que o Governo quer alterar e a "avaliação da estrutura e categorias".
"Esperamos que [as reuniões] corram o mais rápido possível para tratarmos deste assunto, garantindo que a solução final seja justa, equilibrada e sustentada para uma maior valorização e progresso profissional", sublinhou João Manuel Esteves.
O secretário de Estado do Ambiente admitiu também a necessidade de reforçar meios.
"Este ano vamos encetar um novo processo de recrutamento. Veremos no que vai dar. Temos de apostar na tecnologia, garantir carreiras atrativas, com formação contínua, com progressão e reconhecimento", adiantou o governante.
Na sua intervenção, o presidente do ICNF assumiu continuar "empenhado" em criar melhores condições de trabalho para os vigilantes da Natureza, reiterando a necessidade de revisão da carreira.
"Continuarão a ouvir do Conselho Diretivo do Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas e do seu presidente uma palavra de defesa da revisão da carreira dos vigilantes da Natureza. Sei que o senhor secretário de Estado do Ambiente que me está a ouvir também tem esta tarefa na sua linha de atuação, mas eu continuarei sempre a defender que nós precisamos que o Governo leve esta tarefa até ao fim", apelou Nuno Banza.
Para o presidente do ICNF, "qualquer que seja a forma que a atividade dos vigilantes da Natureza tenha, seja numa forma mais conservadora, seja numa forma mais modernista, ou mais inovadora ou mais adaptada aos seus tempos", é importante que haja um compromisso.
"Há uma particularidade que não posso deixar de vos pedir a todos, que é um compromisso vosso: precisamos que os vigilantes com mais experiência, com mais tempo na carreira, com mais conhecimento sirvam de elemento de contágio positivo com os novos vigilantes da Natureza", frisou Nuno Banza.
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