Ativistas russos protestam contra sanções à aplicação Telegram
- 12/02/2026
Os ativistas, do partido não registado "A Outra Rússia de Eduard Limonov", em homenagem ao falecido líder do Partido Nacional Bolchevique, "a política de proibições da Roskomnadzor não garante a segurança nacional".
"O inimigo recruta agentes através de telemóveis comuns, os drones continuam a atacar as cidades russas e o bloqueio das plataformas digitais, particularmente o Telegram, priva os ativistas pró-Rússia das ferramentas patrióticas necessárias para travar uma guerra de informação bem-sucedida", afirmaram os ativistas, num comunicado divulgado na internet.
Os representantes do partido disseram que as agências governamentais russas investiram mais de 230 mil milhões de rublos (cerca de 1,7 mil milhões de euros) no desenvolvimento do Telegram e, agora, "estes investimentos perderam valor e os principais meios de comunicação russos perderam audiência".
Como sinal de protesto, os ativistas colocaram um cadeado nas portas da Roskomnadzor, impedindo a entrada e saída de funcionários.
A Roskomnadzor reduziu a velocidade do Telegram esta semana, alegando que a aplicação viola a lei russa, numa medida muito criticada dentro e fora da Rússia.
A organização não-governamental (ONG) de defesa dos direitos humanos Amnistia Internacional (AI) classificou a decisão como um ato de censura, tal como o fundador do Telegram, o russo Pavel Durov.
Também a aplicação de mensagens norte-americana WhatsApp, muito popular na Rússia, foi bloqueada no país, com a Presidência russa (Kremlin) a confirmar a medida, tomada devido "à relutância" da plataforma em cumprir a lei russa.
O porta-voz do Kremlin, Dmitri Peskov, incentivou os russos a utilizarem a aplicação russa MAX - lançada em 2025 - como alternativa, descrevendo-a como um "serviço nacional de mensagens emergente".
Na quarta-feira à noite, o WhatsApp denunciou na rede social X uma tentativa do Governo russo de "bloquear completamente" os serviços "de forma a obrigar as pessoas a utilizar uma aplicação de vigilância estatal", referindo-se à aplicação MAX.
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