Atentado mortal num hotel chinês em Cabul reivindicado pelo EI
- 20/01/2026
"O Estado Islâmico no Afeganistão colocou cidadãos chineses na sua lista de alvos, especialmente à luz da escalada dos crimes cometidos pelo governo chinês contra muçulmanos uigures oprimidos", diz a declaração do grupo armado citada pelo SITE.
Em Cabul, um jornalista da agência de notícias francesa AFP viu viaturas da polícia e uma ambulância que foram enviadas para o local após a explosão numa rua conhecida pelos seus vendedores de flores, no bairro de Shahr-e-Naw, enquanto as janelas do edifício em frente estavam partidas.
"Um muçulmano chinês, Ayub, e seis afegãos foram mortos e várias outras pessoas ficaram feridas", disse o porta-voz da polícia Khalid Zadran.
Algumas horas após a explosão, esta artéria foi reaberta ao trânsito automóvel.
As autoridades afegãs prometeram restabelecer a segurança no seu país e procuram atrair investidores estrangeiros, à medida que a ajuda internacional diminui.
Desde o regresso ao poder dos talibãs, em 2021, empresários chineses têm afluído ao Afeganistão. Em 2022, o grupo Estado Islâmico já reivindicou um ataque mortal contra um hotel de Cabul popular entre a clientela chinesa.
A China, que partilha uma fronteira de 76 quilómetros com o Afeganistão, mantém laços estreitos com o governo talibã.
A organização não-governamental (ONG) italiana Emergency já tinha anunciado que uma explosão ocorrida hoje num hotel de Cabul tinha procovado pelo menos sete mortos. A Emergency gere um hospital na capital afegã.
Segundo aquela ONG vinte pessoas estavam também a receber tratamento no mesmo hospital.
Entre os feridos estavam quatro mulheres e uma criança, disse o diretor nacional da organização no Afeganistão, Dejan Panic.
"Os feridos, alguns dos quais estão a ser avaliados para cirurgia, sofreram lacerações e contusões", acrescentou, segundo a agência noticiosa norte-americana The Associted Press (AP).
O porta-voz do Ministério do Interior afegão, Abdul Mateen Qani, reconheceu momentos depois da explosão que havia vítimas, "tanto feridos como mortos".
Embora as autoridades também não tenham dado informações sobre as vítimas, meios de comunicação afegãos noticiaram naquela altura que a explosão pode ter tido como alvo cidadãos chineses hospedados no edifício, segundo a agência espanhola EFE.
O incidente de hoje repete outros anteriores no mesmo distrito, incluindo um em dezembro de 2022, quando um grupo de homens armados assaltou o Hotel Longan, muito popular entre empresários chineses.
Esse ataque causou vários feridos e foi reivindicado pelo grupo extremista Estado Islâmico-Khorasan (EI-K).
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