As imagens após dique rebentar na margem direita do Mondego em Coimbra
- 11/02/2026
Um dique situado na margem direita do rio Mondego, nos Casais, em Coimbra, rebentou junto a um viaduto da Autoestrada 1 (A1), esta quarta-feira. A estrada, note-se, encontra-se cortada ao trânsito nos dois sentidos.
Nas redes sociais, os meios de comunicação locais partilharam vídeos que mostram como ficou o local após o colapso parcial - que pode ver mais abaixo.
João Grilo, que tem uma propriedade agrícola perto do local, estava a vistoriar as margens quando aquela parte do canal principal do Mondego rebentou, pelas 17h45, contou à Lusa.
Posteriormente, fonte da Proteção Civil confirmou que ocorreu uma rutura do dique em Casais, na margem direita do Mondego, junto da ponte da autoestrada, ao quilómetro 191.
Veja os vídeos abaixo:
Rotura de dique sem “impactos significativos”
O comandante nacional da Proteção Civil assegurou que está a ser "monitorizada" a situação de rotura de um dique na margem direita do rio Mondego, em Coimbra, e que não há até ao momento "impactos significativos em povoações".
"A água está a sair para a zona dos campos que ficam situados naquela zona, de momento sem impactos significativos, continuamos obviamente a monitorizar a situação e a acompanhar e temos todos os recursos disponíveis para fazer face a esta situação", afirmou Mário Silvestre.
Referiu ainda que a rotura ocorreu pelas 18h00.
Luís Montenegro admitiu novas ruturas em Coimbra
O primeiro-ministro, Luís Montenegro, admitiu novas ruturas no dique nas margens do rio Mondego, tendo pedido aos cidadãos comportamentos responsáveis e respeito pelas instruções das autoridades.
"Isto provocará naturalmente um efeito de cheia, que será um efeito lento, que já está a começar a atingir populações, quer no concelho de Coimbra, quer de Montemor-o-Velho. Por isso, não quero deixar de alertar para a possibilidade de outras ruturas poderem vir a acontecer nas próximas horas", disse o responsável.
Todos os cidadãos devem respeitar as instruções dos elementos das autoridades, nomeadamente se lhes for pedido que abandonem as habitações, apesar dos incómodos e inconvenientes que isso traz à vida das pessoas, porque as autoridades estão "mesmo a tratar da segurança das pessoas em primeiro lugar e, naturalmente, também da segurança dos seus bens", acrescentou.
















