Arruda pode ficar sem abastecimento de água devido a danos em conduta
- 08/02/2026
"Por causa do abatimento do caminho da Lavareda, a conduta de água que abastece o concelho sofreu danos e vão surgir grandes constrangimentos com falta de água", indicou a fonte.
A fonte adiantou ainda que, quando deixar de existir água nos reservatórios, o concelho corre mesmo o risco de ficar sem água.
O problema foi hoje detetado e, apesar de a Epal - Empresa Pública de Águas Livres já estar no local a reparar dos danos, "não existem previsões" para a resolução do problema, acrescentou a fonte.
O mau tempo dos últimos dias levou também ao corte de várias estradas e, de momento, apenas se consegue chegar a Arruda dos Vinhos através da Estrada Nacional 248-3, por Alverca (no concelho de Vila Franca de Xira).
"Arruda está cada vez mais isolada devido a deslizamentos de terras. Só temos uma via transitável, a EN 248-3 através de Alverca" para sair ou entrar no concelho, disse à agência Lusa no sábado o presidente da câmara, Carlos Alves.
As principais vias estão interditas à circulação, nomeadamente a EN 248, cortada nos acessos a Vila Franca de Xira e a Torres Vedras, e a EN 115 nos sentidos de Bucelas e Sobral de Monte Agraço.
A EN 115-4, no acesso a Alenquer, encontra-se apenas transitável por uma via, sem circulação de veículos pesados.
Outras vias municipais estão "completamente destruídas, comprometendo a mobilidade interna e o acesso a serviços essenciais", de acordo com o município. As localidades de Cardosas, Arranhó e Carvalha estão isoladas.
No sábado, 42 pessoas ficaram desalojadas em Arruda dos Vinhos, a maioria oriunda do Casal Carvalho/Estrada do Lapão, onde 10 casas "ficaram completamente inabitáveis", tendo os moradores sido realojados em casas municipais ou de familiares. Registaram-se também casos de desalojados nos Casais da Granja e no caminho da Batalha.
Face ao número de estradas cortadas por deslizamentos de terras, a autarquia decidiu adiar para dia 15 as eleições presidenciais no concelho.
Catorze pessoas morreram em Portugal desde a semana passada na sequência da passagem das depressões Kristin, Leonardo e Marta, que provocaram também muitas centenas de feridos e desalojados.
A destruição total ou parcial de casas, empresas e equipamentos, a queda de árvores e de estruturas, o fecho de estradas, escolas e serviços de transporte, e o corte de energia, água e comunicações, inundações e cheias são as principais consequências materiais do temporal.
As regiões Centro, Lisboa e Vale do Tejo e Alentejo são as mais afetadas.
O Governo prolongou a situação de calamidade até dia 15 para 68 concelhos e anunciou medidas de apoio até 2,5 mil milhões de euros.
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