Arquivadas denúncias de agressão sexual contra Julio Iglesias
- 23/01/2026
O Ministério Público espanhol arquivou a denúncia que foi apresentada contra o cantor Julio Iglesias por duas ex-funcionárias que o acusavam de agressão sexual.
O Ministério Público tinha aberto um inquérito preliminar onde foi apurado que não existiam provas suficientes para continuar com o mesmo e que os crimes, por terem sido, alegadamente, cometidos fora de Espanha, não podem ser investigados pela justiça do país.
O parecer do Procurador refere que "seguindo os critérios estabelecidos pelo tribunal superior, [...] a Espanha não é competente para investigar crimes cometidos no estrangeiro quando não existem ligações relevantes com o nosso país", refere o documento.
"Especialmente quando as vítimas são estrangeiras e não residem em Espanha; quando os alegados autores também são estrangeiros ou não se encontram em Espanha (ou, mesmo que se encontrem, não se encontram no nosso país); e quando os factos são ou podem ser investigados no Estado onde ocorreram", pode ler-se também.
Os alegados crimes ocorreram em 2021 na República Dominicana e nas Bahamas, onde o artista tem casas. A denúncia foi apresentada em janeiro pela organização Women’s Link que representava uma ex-empregada doméstica do cantor que afirmou ter sido pressionada a fazer sexo com o cantor. Também uma fisioterapeuta relatou ter sido apalpada por Inglesias.
"Ele usava-me todas as noites", referiu a empregada doméstica. "Sentia-me como um objeto, como uma escrava". Os abusos sexuais aconteciam na presença de um funcionário superior, refere também a mulher.
Segundo ainda esta investigação, os abusos eram do conhecimento da equipa responsável pela administração da casa.
Já a fisioterapeuta refere que o cantor a beijou e tocou nos seus seios contra a sua vontade. "Estávamos na praia, ele aproximou-se e tocou nos meus mamilos", denunciou a mulher.
Estas ex-funcionárias explicaram ainda terem sofrido insultos por parte do músico, revelando que o ambiente de trabalho era tóxico. De acordo com a organização, os relatos destas mulheres constituíam crimes de tráfico de pessoas para fins de trabalho forçado e servidão e de crimes contra a liberdade e integridade sexual, como assédio sexual, agressão sexual e lesões corporais.
Julio Iglesias reagiu a acusações
Poucos dias depois das acusações serem públicas, o artista emitiu um comunicado nas suas redes sociais onde negou tudo.
"Com profundo pesar respondo às acusações feitas por duas pessoas que trabalharam em minha casa. Nego veementemente ter abusado, coagido ou desrespeitado qualquer mulher. Essas acusações são absolutamente falsas e causam-me uma grande tristeza. Nunca vivenciei tamanha maldade, mas ainda assim tenho forças para revelar toda a verdade e defender a minha dignidade diante de uma ofensa tão grave", explicou o artista de 82 anos.














