Aprovação de propostas para alterar subsídio é "derrota do centralismo"

  • 18/02/2026

A Assembleia da República (AR) aprovou hoje, na generalidade, duas propostas de lei dos parlamentos regionais dos Açores e da Madeira que dispensam a exigência de situação contributiva regularizada no acesso ao subsídio social de mobilidade (SSM) nas viagens aéreas.

 

Em comunicado, o secretário-geral do PSD regional, José Prada, considera que se trata de "mais uma clara derrota do centralismo e das tentativas vãs de discriminação do Estado para com as suas regiões autónomas, no que toca ao fundamental direito à mobilidade".

O social-democrata acrescenta que a posição assumida pelos deputados do PSD eleitos pelo círculo da Madeira à AR "reforça e afirma, mais uma vez, que, acima de quaisquer disciplinas partidárias, estará sempre e em primeiro lugar a defesa dos interesses da Madeira e de todos os madeirenses, sendo essa defesa, aliás, uma marca deste partido a nível regional".

José Prada sublinha que, independentemente da cor política que estiver no poder central, o PSD/Madeira vai defender os direitos dos madeirenses e restantes residentes, "protegendo-os nos seus direitos essenciais", designadamente a mobilidade, "e a exigir que todas as medidas que venham a ser aprovadas na República não sejam, a qualquer nível, discriminatórias ou penalizadoras para a região".

Os diplomas discutidos foram viabilizados com os votos contra das bancadas do PSD e do CDS-PP (partidos que suportam o Governo), com a exceção dos seis deputados sociais-democratas eleitos pelas regiões autónomas da Madeira e dos Açores, que votaram a favor.

Os deputados do PSD Paulo Moniz, Francisco Pimentel e Nuna Menezes, eleitos pelo círculo dos Açores, e Pedro Coelho, Vânia Jesus e Paulo Neves, eleitos pelo círculo da Madeira, exerceram o direito de liberdade de voto que tinha sido anunciado previamente pelo líder parlamentar do PSD, Hugo Soares.

O diploma do parlamento açoriano, que foi aprovado por todas as bancadas à exceção de PSD e CDS-PP, propõe que o SSM seja "pago aos passageiros por ele abrangidos, qualquer que seja a sua situação contributiva perante a Autoridade Tributária e Aduaneira e a Segurança Social".

Já a proposta de lei do parlamento madeirense foi viabilizada com os votos contra de PSD, CDS-PP e JPP, e a abstenção de IL e PCP, e prevê não apenas a revogação da exigência de situação contributiva regularizada como condição de acesso ao subsídio, mas também que o passageiro possa pagar "apenas o montante de referência que deve suportar" no momento da aquisição do bilhete e que, findo um período de transição, o SSM se passe a denominar "tarifa residente insular".

Foi ainda aprovado um diploma do Chega, com os votos contra de PSD, CDS-PP e IL, e a abstenção de Livre e PCP, que defende a simplificação do SSM, propondo que a designação seja substituída por "Direito à Compensação por Continuidade Territorial" e que a atribuição deste subsídio "implica a compra e a utilização efetiva do bilhete corresponde ao pagamento de um valor variável sem um limite máximo".

Com a aprovação na generalidade, estes três diplomas baixam à 14.ª Comissão das Infraestruturas, Mobilidade e Habitação, para discussão na especialidade.

Estes diplomas vão juntar-se na especialidade às apreciações parlamentares apresentadas por PS e Chega sobre o novo regime do SSM, que motivaram o debate de hoje na Assembleia da República e baixam diretamente à comissão.

As apreciações parlamentares querem alterar a portaria do Governo PSD/CDS-PP que define o modo de apurar o valor do subsídio social de mobilidade, que introduziu como critério para acesso ao reembolso das passagens a "regularidade da situação contributiva e tributária do beneficiário, perante a Segurança Social e a Autoridade Tributária e Aduaneira".

A medida gerou contestação dos executivos regionais e dos partidos políticos dos Açores e da Madeira, que acusaram o Governo da República de discriminar os cidadãos das regiões autónomas.

Na véspera de começar a ser aplicado este critério, o Governo da República decidiu suspender a exigência de situação contributiva regularizada até ao final de janeiro, tendo, entretanto, alargado a suspensão até 31 de março.

Parlamento aprova alívio no acesso ao subsídio de mobilidade aérea

Parlamento aprova alívio no acesso ao subsídio de mobilidade aérea

A Assembleia da República aprovou hoje, na generalidade, duas propostas de lei dos parlamentos regionais dos Açores e da Madeira que dispensam a exigência de situação contributiva regularizada no acesso ao subsídio social de mobilidade (SSM) nas viagens aéreas.

Lusa | 18:15 - 18/02/2026

FONTE: https://www.noticiasaominuto.com/politica/2941487/aprovacao-de-propostas-para-alterar-subsidio-e-derrota-do-centralismo#utm_source=rss-ultima-hora&utm_medium=rss&utm_campaign=rssfeed


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