"Apoios a António José Seguro em catadupa podem ser contraproducentes"
- 21/01/2026
"O Chega alcança o seu melhor resultado de sempre. André Ventura caminha a passos largos para engolir o PSD. Isso, já aconteceu com o PS. O espaço deixado vago pelo PSD no domingo é agora ocupado pelo Chega.
O PSD teve um erro de casting ao escolher Marques Mendes. Ficou provado que a televisão já não faz líderes, muito menos candidatos a cargos. A comunicação mudou, o foco passou para outras áreas como redes sociais.
Luís Montenegro queria tudo (governo, autarquias e presidência), todavia quem tudo quer, tudo perde. Tendo em conta ter um governo minoritário, deveria ter-se protegido, alegando o seu enfoque na governação e não se ter metido nas presidenciais.
Agora, tem um problema que não será fácil de resolver. Terá de conviver com um Presidente que não é do seu agrado.
O PS teve de se agarrar a António José Seguro para ter uma réstia de esperança para não se tornar irrelevante. O PS profundo e anquilosado não suporta António José Seguro, no fundo, foi obrigado a aceitá-lo.
Estes apoios a António José Seguro em catadupa podem ser contraproducentes: demonstram algum receio de que André Ventura possa vencer. Por outro lado, cada pessoa vale um voto. Temos de nos deixar deste provincianismo eleitoral de nos dizerem em que devemos votar. As pessoas são livres de votar ou não votar e são livres de escolher em quem votam.
Continuem a tratar André Ventura com desdenho e desprezo e a dar sinais de que estão todos contra ele. Isso é o que ele quer, o povo português é de brandos costumes repudia os excessos e os mais fortes, simpatiza com quem está em desvantagem.
Há muitos portugueses que querem o “Grito do Ipiranga” do nosso sistema político, decrépito e com muita corrupção.
Isto vai aquecer, mas vai aquecer mesmo. A política está inclinada para a Direita, basta ver o que se passa na Europa e no Mundo."
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