Apagão. SIRESP acusa privados de terem falhado na "transmissão"
- 14/01/2026
Numa audição pelo grupo de trabalho da comissão parlamentar de Ambiente e Energia para apurar o que aconteceu no dia do apagão, Vítor Judicibus negou que tenham existido falhas no SIRESP, uma vez que a energia da rede que falhou foi substituída por baterias.
"Não houve uma falha de energia do nosso lado. O que falhou foi a transmissão - a conectividade entre as torres e os transmissores", explicou o representante do SIRESP, que acrescentou que a transmissão que falhou está a cargo de operadores de telecomunicações privados.
"A transmissão é toda suportada através de redes comerciais. Nós não temos soberania sobre essas linhas de transmissão. Se tivéssemos tido transmissão, se essas conectividades não tivessem falhado, teríamos 80% de rede a funcionar", esclareceu.
Para Vítor Judicibus, a solução para ultrapassar estes constrangimentos passa por ter a soberania sobre a componente de transmissão.
Em resposta aos deputados, o representante do SIRESP considerou ainda que "o 5G [5.ª geração de redes de telecomunicações móveis], neste momento, é um mito". "Não há 5G para comunicações críticas. Substituir o SIRESP é algo que para nós, SIRESP, não faz sentido", acrescentou.
A propósito do SIRESP, existe um grupo de trabalho que, segundo anunciou a ministra da Administração Interna em novembro do ano passado, foi retomado, depois de suspenso por possível conflito de interesses.
Na altura da criação do grupo, que tinha como objetivo a substituição urgente do SIRESP, o Governo considerava que era necessário um novo sistema "mais robusto, fiável, resiliente e interoperável" devido às "limitações estruturais e operacionais em cenários de elevada exigência operacional".
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