António Filipe diz que 18 de janeiro é dia de luta contra pacote laboral
- 10/01/2026
"Estou claramente do lado dos trabalhadores", afirmou o candidato apoiado pelo PCP e pelo PEV durante um comício, em Coimbra, em que exortou os adversários políticos nas eleições de 18 de janeiro a dizerem exatamente o que pensam sobre o pacote laboral apresentado pelo Governo..
O ex-deputado comunista concretizou que "o próximo dia 18 de janeiro será também um dia de luta contra o pacote laboral", que "os trabalhadores "têm de transportar para as assembleias de voto o seu descontentamento contra essa medida" e usar "o seu voto como arma de luta, como fizeram na greve geral do passado dia 11 de dezembro".
Este tema tem sido constante nas suas intervenções desde o início da campanha oficial, mas em Coimbra, perante um auditório cheio de apoiantes voltou a defender que o "Presidente da República a eleger nas próximas eleições tem o dever inalienável de se opor a este retrocesso civilizacional que seria a aprovação de algo semelhante a este pacote laboral".
"E acho que é fundamental que os candidatos a Presidente da República digam exatamente o que pensam sobre esta relevante matéria", sublinhou.
Isto porque, justificou, "houve candidatos que aplaudiram", outros "que ficaram em cima do muro a ver para onde levavam as negociações" e também "já houve candidatos que, perante a enorme dimensão da greve geral, começaram a mudar o seu discurso".
"Mas eu acho que temos que ser claros: entre os interesses dos grandes grupos económicos, das grandes confederações patronais, e os interesses dos trabalhadores, enquanto candidato à Presidência da República, eu não tenho nenhuma neutralidade, eu estou claramente do lado dos direitos dos trabalhadores, porque é isso que a Constituição nos impõe", afirmou.
E disse ainda entender que o Presidente da República "deve usar todos os poderes que a Constituição lhe confere para se opor a esse grande retrocesso".
"Sem qualquer dúvida, é isso que eu farei", garantiu.
Os candidatos às eleições presidenciais de 18 de janeiro são Gouveia e Melo, Luís Marques Mendes (apoiado pelo PSD e CDS), António Filipe (apoiado pelo PCP), Catarina Martins (Bloco de Esquerda), António José Seguro (apoiado pelo PS), o pintor Humberto Correia, o sindicalista André Pestana, Jorge Pinto (apoiado pelo Livre), Cotrim Figueiredo (apoiado pela Iniciativa Liberal), André Ventura (apoiado pelo Chega) e o músico Manuel João Vieira.
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