António Filipe desvaloriza sondagens: "Há muito voto ainda a conquistar"
- 14/01/2026
"Mas há muito voto ainda a conquistar, ainda há muitas pessoas indecisas, muitas pessoas sem saber muito bem como vão exprimir o seu sentido de voto", afirmou António Filipe num jantar com apoiantes, em Santarém.
O candidato a Presidente da República apoiado pelo PCP e PEV alertou para "elementos que podem baralhar as pessoas".
"Somos bombardeados com várias sondagens, com resultados contraditórios entre elas. E nós sabemos que as sondagens não votam, mas as sondagens influenciam muito, embora acertem pouco", realçou.
Essa influência, advertiu, pode levar algumas pessoas a "pensar votar não propriamente em quem mais confiam, mas a votar com base em cálculos, no fundo em suposições".
"Portanto é preciso que esta candidatura vá junto das pessoas, de facto, esclarecer, procurar que as pessoas votem por convicção e não por suposições, não com base em palpites, não com base em sondagens, mas com base na convicção em quem consideram que será a melhor candidatura", salientou.
Mais uma vez, apontou, "quem estará em melhores condições para "honrar o compromisso de cumprir e fazer cumprir a Constituição, que é o compromisso maior que o Presidente da República tem que assumir com o povo português".
"Ainda temos dias para falar com as pessoas, com os nossos amigos, com os nossos familiares, com os nossos companheiros de trabalho, para ganhar votos para esta candidatura. Há muitos votos ainda de pessoas indecisas para ganhar daqui até ao próximo domingo", pediu António Filipe aos apoiantes.
Referindo que, ao longo da campanha, procurou trazer para o debate em torno das eleições os temas que mais interessam às pessoas: o pacote laboral, saúde, habitação, os jovens e a cultura, para que "as pessoas saibam que Presidente da República vão eleger".
"Se vão eleger um Presidente da República para que as coisas continuem na mesma ou pior, ou se vão eleger um Presidente da República que faça seus os valores pelos quais se fez o 25 de Abril e que ficaram consagrados nesta Constituição que temos", sublinhou.
Acrescentou que "há candidatos que assumem como propósito não cumprir a Constituição, mas alterá-la, rever a Constituição, se possível destruí-la".
O ex-deputado comunista quis ainda refutar a ideia do "mal menor".
"Pessoas que por medo, por receio, que aceitam a ideia de que vão votar no mal menor porque ainda haverá outros que são piores. Ora o eleitor não conquistou o direito de voto para se votar no mal, nem que seja o mal menor, quando se tem a oportunidade de votar no bem", defendeu.
Considerou ainda que, quando as pessoas votam "por medo, sob chantagem" estão a "abdicar da liberdade" que "custou a conquistar" às gerações de portugueses que lutaram para haver eleições livres em Portugal.
O ex-parlamentar lembrou ainda que Santarém "é uma grande referência de quem luta pela liberdade" e que foi "daqui que partiu a coluna de Salgueiro Maia e os militares que deram o sinal de partida para a revolução de 25 de Abril".
Para além de António Filipe, são também candidatos à Presidência da República são Gouveia e Melo, Luís Marques Mendes (apoiado pelo PSD e CDS), Catarina Martins (Bloco de Esquerda), António José Seguro (apoiado pelo PS), o pintor Humberto Correia, o sindicalista André Pestana, Jorge Pinto (apoiado pelo Livre), Cotrim Figueiredo (apoiado pela Iniciativa Liberal), André Ventura (apoiado pelo Chega) e o músico Manuel João Vieira.
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