António Filipe candidata-se contra a "polÃtica do costume"
- 09/01/2026
"Ouvimos um interveniente numa campanha eleitoral criticar os candidatos da esquerda e, portanto, candidatos da esquerda, presumo que estava a falar de mim, dizer que os candidatos da esquerda defendiam a polÃtica do costume (...) A polÃtica do costume é esta que eu tenho estado a falar, é a polÃtica neoliberal que tem conduzido a esta situação", afirmou durante um comÃcio, em Coimbra.
E é, acrescentou, "contra essa polÃtica do costume que se candidata a Presidente da República", demarcando-se das crÃticas do porta-voz do Livre, Rui Tavares.
Rui Tavares afirmou, na quinta-feira, que "teria alguma inquietude com alguns outros candidatos", nomeadamente até do seu campo polÃtico que, perante esta situação, acabam por achar que o que devem fazer é a polÃtica do costume".
"Porque defendo o outro rumo, o outro rumo para a polÃtica nacional, e que temos que virar a página desta que é, de facto, a polÃtica do costume, porque as eleições para Presidente da República não são um concurso de ideias giras", afirmou António Filipe.
Para o ex-deputado comunista, "o que se exige do Presidente da República é determinação, coragem polÃtica na defesa dos valores da Constituição e o uso dos seus poderes constitucionais, precisamente nesse sentido de não pactuar com estas polÃticas neoliberais e deixar isso muito claro na sua ação".
"É preciso que os portugueses, ao eleger um Presidente da República, elejam alguém em quem possam confiar, alguém que está do seu lado, alguém que não tem uma visão taticista da polÃtica e que se orienta coerentemente no sentido daqueles que são os valores do progresso, os valores do futuro de Portugal para um paÃs que seja mais justo, onde as pessoas possam viver melhor e onde os jovens não tenham que emigrar", defendeu.
E isto, frisou, "não é a polÃtica do costume".
"E esta é a candidatura da congregação, da convergência dos valores da esquerda", sublinhou ainda.
Sobre os pedidos de convergência "mais ou menos ao centro" para impedir a vitória da direita, disse que "quem assim pensa está a abdicar do seu direito de voto".
"E aquilo que o direito de voto nos trouxe de mais precioso, a liberdade que a democracia nos trouxe, é a liberdade de podermos votar em quem queremos, sem estarmos condicionados, sem estarmos condicionados pelo medo", salientou António Filipe, para quem "não há convergência de esquerda possÃvel votando em alguém que sempre se aliou à direita e que nunca fez nada de esquerda".
"A convergência de esquerda tem que ser num candidato de esquerda. Não pode ser num candidato de direita, nem num candidato de centro-direita, nem do centro-esquerda, nem do extremo-centro. A convergência à esquerda tem que ser feita à esquerda e essa é uma mensagem fundamental para estas eleições", sublinhou.
Acrescentando ainda que a "esquerda não está derrotada" e que é preciso "afirmá-lo nestas eleições corajosamente, construindo um resultado que seja importante, não só para estas eleições, mas para o futuro do paÃs".
Os candidatos à s eleições presidenciais de 18 de janeiro são Gouveia e Melo, LuÃs Marques Mendes (apoiado pelo PSD e CDS), António Filipe (apoiado pelo PCP), Catarina Martins (Bloco de Esquerda), António José Seguro (apoiado pelo PS), o pintor Humberto Correia, o sindicalista André Pestana, Jorge Pinto (apoiado pelo Livre), Cotrim Figueiredo (apoiado pela Iniciativa Liberal), André Ventura (apoiado pelo Chega) e o músico Manuel João Vieira.
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