Antigo árbitro Pedro Henriques aplaude propostas do International Board
- 21/01/2026
A entidade que regula as leis no futebol apresentou na terça-feira algumas sugestões para melhorar o andamento do jogo e reduzir os tempos de interrupção, assim como permitir aos VAR analisarem outros casos.
"Acho que a proposta do fora de jogo vai ser mexida, estou muito convicto disso, assim como relativamente ao segundo [cartão] amarelo, mesmo que não seja no imediato. Quanto às contagens nas interrupções, acho das mais fáceis de implementar", resumiu o antigo internacional português, em declarações à agência Lusa.
Apesar de manter a limitação da intervenção do VAR limitada às quatro situações factuais de mudança de jogo (golos, grandes penalidades, cartões vermelhos diretos e erros na identificação), a IFAB abriu a porta a que possam ser revistos cartões vermelhos resultantes de erros na amostragem do segundo amarelo.
Propõe ainda que possa ser apreciado com recurso ao vídeo casos em que a equipa errada seja penalizada por uma infração resultante em cartões vermelho ou amarelo, bem como lances de canto claramente concedidos de forma errada, "desde que possa ser feito imediatamente e sem atrasar o reinício da partida", detalhou a IFAB.
"Todas são medidas com impacto no jogo, um segundo amarelo tem, a questão do fora de jogo também na forma como se defende. E eu acho que o futebol precisa de algumas alterações nas regras e o VAR pode muito bem ser uma ajuda em casos que não é humanamente possível analisar", referiu Pedro Henriques.
As medidas agora propostas podem ser aprovadas na próxima reunião geral desta estrutura, que está marcada para 28 de fevereiro, no País de Gales.
Pedro Henriques apresentou as propostas "em cima da mesa" relativamente à lei do fora de jogo, "que até deve ser a que vai ter mais impacto", detalhando que a defendida pela UEFA difere da proposta pelo antigo treinador francês Arsène Wenger.
"A do Wenger é muito clara, o jogador tem de estar totalmente à frente do seu adversário, sem nenhum ponto de interceção. Já a da UEFA é muito mais confusa e de muito difícil análise nas imagens, considerando o tronco ou os ombros, tornando-se também quase impossível para o árbitro assistente. Acaba por ser menos ousada, mas de muito difícil aplicação", explicou, aludindo ao acordo para que sejam continuados os testes com a tecnologia dos fora de jogo semiautomáticos.
Menos complicada será o alargamento das contagens decrescentes aos lançamentos de linha lateral e aos pontapés de baliza, à semelhança do que acontece com os oito segundos que os guarda-redes podem ter a bola nas mãos.
Também vai ser votada a adoção de um período de ausência obrigatório, ainda a determinar aos jogadores que saiam do campo para serem assistidos, assim como a imposição de 10 segundos para os jogadores deixarem o campo após serem substituídos.
Finalmente, Pedro Henriques assumiu-se como "grande defensor" do assistente de vídeo, utilizado no Mundial sub-17, que Portugal venceu, que permite aos treinadores solicitarem a revisão de lances específicos, não apenas quando não existem meios para VAR na sua plenitude, mas em todas as competições.














