Antiga companheira de Epstein chamada a testemunhar perante o Congresso
- 21/01/2026
O líder republicano da comissão, James Comer, informou que a ex-'socialite' - atualmente a cumprir uma pena de 20 anos de prisão por tráfico sexual - exercerá o seu direito de permanecer em silêncio, segundo informação transmitida pelos seus advogados.
Maxwell, confidente de longa data de Epstein, foi intimada pela comissão no âmbito da investigação parlamentar sobre a rede de abusos sexuais e eventuais cumplicidades associadas ao caso.
"É interessante que seja apenas nesta intimação que os republicanos e o presidente da comissão estejam obcecados em concentrar todas as suas energias", afirmou o congressista democrata Robert Garcia, criticando o foco seletivo do processo.
Comer confirmou que a comissão irá ouvir Maxwell no próximo mês e adiantou que a procuradora-geral dos Estados Unidos, Pam Bondi, também deverá comparecer perante a Comissão Judiciária da Câmara em fevereiro.
O caso Epstein voltou a ganhar centralidade política após o regresso de Donald Trump à Casa Branca, com os democratas a exigirem total transparência sobre os ficheiros relacionados com o milionário condenado por crimes sexuais.
A controvérsia intensificou-se depois de Bondi ter falhado a promessa de divulgar ao público a totalidade dos arquivos de Epstein sem qualquer tipo de censura ou redação.
A reação negativa cruzou as habituais linhas partidárias, levando republicanos e democratas a convergirem na exigência de uma investigação mais aprofundada.
A pressão política resultou numa intimação bipartidária que ordena ao Departamento de Justiça e ao espólio de Epstein a entrega de documentos relacionados com o caso.
Os republicanos avançaram entretanto para incluir o antigo presidente democrata Bill Clinton no âmbito da investigação parlamentar.
James Comer afirmou que irá insistir para que qualquer colaboração seja feita através de um depoimento formal e transcrito.
"É preciso ter uma transcrição numa investigação", insistiu Comer, acrescentando que "sem transcrição, não há acordo".
Epstein morreu a 10 de agosto de 2019 numa prisão federal de Nova Iorque, após ter sido acusado de múltiplos crimes de tráfico sexual de jovens mulheres e raparigas menores de idade que poderiam resultar numa pena de prisão de até 45 anos. A autópsia concluiu que o magnata se suicidou por enforcamento na sua cela.
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