Amnistia pede investigação e denuncia perseguição a apoiantes de Navalny

  • 16/02/2026

"Passaram-se dois anos desde que Alexei Navalny, prisioneiro de consciência e uma das vozes mais destemidas contra a corrupção e a repressão estatal na Rússia, morreu, numa remota colónia penal no Círculo Polar Ártico. É desprezível que as autoridades russas continuem a encobrir os factos da sua morte, enquanto travam uma campanha implacável para apagar o seu legado e perseguir os seus apoiantes", afirmou a secretária-geral da Amnistia Internacional, Agnès Callamard, num comunicado.

 

O comunicado da Amnistia Internacional foi divulgado com embargo e antes da publicação, no sábado, de um comunicado conjunto de cinco países europeus (Reino Unido, Suécia, França, Alemanha e Países Baixos) que avançou que Navalny morreu envenenado com uma toxina mortal encontrada em sapos-dardo da América do Sul.

Os países sublinharam que os respetivos governos chegaram a esta conclusão com base em amostras laboratoriais recolhidas do corpo de Navalny, que confirmaram conclusivamente a presença da neurotoxina epibatidina.

Em reação, a Rússia classificou como "necropropaganda" e "ultraje aos mortos" as acusações dos governos dos cinco países ocidentais.

Navalny morreu em 16 de fevereiro de 2024, aos 47 anos, numa colónia penal no Ártico, para onde tinha sido transferido em dezembro, depois de ter estado numa prisão na região de Vladimir, a menos de 200 quilómetros de Moscovo.

Na altura, cumpria uma pena de 19 anos de prisão por várias condenações penais, incluindo extremismo.

Para a organização não-governamental (ONG) de defesa dos direitos humanos, o segundo aniversário da morte do opositor "deve servir de lembrete de que a responsabilidade pela morte de Alexei Navalny sob custódia continua a ser do Estado russo".

"Apelamos à comunidade internacional para que se pronuncie a favor de uma investigação internacional independente para garantir a responsabilização pela sua morte", pediu Callamard.

No comunicado, a Amnistia Internacional também acusa as autoridades russas de procurarem destruir o movimento criado por Navalny, "criminalizando a sua Fundação Anticorrupção (FBK), processando os seus apoiantes e punindo até mesmo as mais pequenas manifestações de memória e solidariedade".

De acordo com a ONG, o regime abriu "mais de 100 processos criminais por alegadas doações à FBK, que foi arbitrariamente designada como uma organização 'extremista' e, mais recentemente, 'terrorista'".

Só no ano passado, 96 pessoas foram processadas, "muitas vezes por doações que variaram de 100 a 14.000 rublos" (de um a cem euros, aproximadamente). Em oito casos, os tribunais impuseram penas de prisão que variaram de três meses a cinco anos, com um caso a resultar numa pena de 12 anos de prisão, relatou a organização no comunicado.

A perseguição dos simpatizantes, acrescentou, "está a crescer em escala e ferocidade a cada ano".

"Sob a nova designação de 'terrorista', os apoiantes podem enfrentar sanções ainda mais severas, incluindo prisão perpétua", alertou ainda Agnès Callamard.

A responsável da Amnistia Internacional reclamou a libertação "imediata e incondicional de todas as pessoas que foram presas apenas pela sua associação com Alexei Navalny ou o seu trabalho e anular as suas condenações injustas".

"Apelamos também aos Estados e às organizações internacionais para que levantem publicamente casos individuais, apoiem os esforços internacionais de monitorização e responsabilização e proporcionem proteção internacional, incluindo asilo, aos apoiantes de Navalny que enfrentam o risco de perseguição criminal por motivos políticos na Rússia", disse a secretária-geral da organização.

Entre os detidos estão os advogados de Alexei Navalny -- Aleksei Liptser, Vadim Kobzev e Igor Sergunin -- bem como quatro associados, ou os profissionais da comunicação social Antonina Favorskaya, Sergei Karelin, Konstantin Gabov e Artyom Kriger.

Leia Também: EUA rejeitam Europa "vassala" e recusam questionar conclusões sobre morte de Navalny

FONTE: https://www.noticiasaominuto.com/mundo/2940103/amnistia-pede-investigacao-e-denuncia-perseguicao-a-apoiantes-de-navalny#utm_source=rss-ultima-hora&utm_medium=rss&utm_campaign=rssfeed


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