Almada registou 438 ocorrências desde o inicio das tempestades
- 09/02/2026
Os dados foram hoje divulgados pela presidente da Câmara Municipal de Almada, Inês de Medeiros, numa missiva enviada ao Governo onde critica o executivo de ter acionado meios para o concelho, mas apenas para a freguesia liderada pelo PSD, e sem coordenação com o executivo camarário.
Na carta Inês de Medeiros (PS) faz referência ao deslizamento de terras nas arribas na Costa da Caparica ocorrido no sábado, indicando que foram evacuados 14 agregados familiares, todos com soluções de alojamento asseguradas.
Dirigindo-se aos munícipes, a autarca refere que compreende a sua inquietação e ansiedade relativamente ao regresso às suas casas e que não minimiza os receios quanto ao agravamento de danos materiais e estruturais nos edifícios afetados.
Contudo, garante que a situação de instabilidade do terreno está em permanente monitorização e que o regresso só será autorizado quando estiver totalmente afastado qualquer risco para a vida humana.
"Até lá, será permitida, de forma muito controlada e sempre acompanhada pelos serviços de Proteção Civil, a recolha de bens pessoais nas habitações não danificadas", sustenta.
O deslizamento de terras ocorrido no sábado entrou num dos apartamentos, tendo as pessoas sido retiradas de imediato, não se tendo registado feridos.
Na quarta-feira, a autarca tinha alertado em conferência de imprensa que os deslizamentos de terra nas arribas são uma das grandes preocupações, tendo ocorrido em vários pontos do concelho.
Quinze pessoas morreram em Portugal desde 28 de janeiro na sequência da passagem das depressões Kristin, Leonardo e Marta, que provocaram também muitas centenas de feridos e desalojados.
A destruição total ou parcial de casas, empresas e equipamentos, a queda de árvores e de estruturas, o fecho de estradas, escolas e serviços de transporte, e o corte de energia, água e comunicações, inundações e cheias são as principais consequências materiais do temporal.
As regiões Centro, Lisboa e Vale do Tejo e Alentejo são as mais afetadas.
O Governo prolongou a situação de calamidade até dia 15 para 68 concelhos e anunciou medidas de apoio até 2,5 mil milhões de euros.
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