Albuquerque pede bom senso na escolha do próximo Presidente
- 14/01/2026
"Espero que o Presidente da República tenha o bom senso de nomear alguém que conheça a realidade da Madeira e que não venha para aqui criar confusões", declarou Miguel Albuquerque.
O governante falava aos jornalistas à margem da cerimónia de assinatura de um memorando entre o Governo Regional, a Startup Portugal e a Startup Madeira, que decorreu no salão nobre do executivo insular, no Funchal.
Miguel Albuquerque considerou que a próxima pessoa a ocupar o cargo, atualmente exercido por Ireneu Barreto, deve ser madeirense e se "tiver a mesma personalidade, a mesma inteligência e, sobretudo, a mesma compreensão da Madeira que o atual [representante], era ótimo".
"O senhor conselheiro Ireneu Barreto foi exemplar no exercício do seu cargo. Não é por acaso que é um homem da Ponta do Sol, um homem intrinsecamente madeirense, que teve uma carreira fora, mas que sempre compreendeu aquilo que eram as necessidades da autonomia e sempre manteve connosco um relacionamento institucional impecável", reforçou.
O também presidente do PSD/Madeira voltou a manifestar o seu apoio ao candidato Luís Marques Mendes, insistindo que é o que "melhor salvaguarda os interesses da região".
Relativamente às alterações do regime de acesso ao Subsídio Social de Mobilidade, criticadas pelo Governo Regional e pelos partidos políticos, o governante tinha pedido na terça-feira que Marques Mendes fosse "mais assertivo" na sua posição.
Hoje, realçou que o candidato enviou um vídeo no final do dia de terça-feira "a dizer que era inaceitável a questão do subsídio de mobilidade".
"Parece que ouviu as minhas preces. O que ele diz, e bem, é aquilo que nós temos dito, que este diploma é inaceitável do ponto de vista dos direitos dos madeirenses", acrescentou Miguel Albuquerque.
Em causa está a obrigatoriedade de ausência de dívidas ao fisco e à segurança social para aceder ao subsídio social de mobilidade (SSM), imposta pelo novo regime, que entrou em vigor com a Portaria n.º 12-B/2026/1, de 6 de janeiro.
Os partidos políticos e os executivos da Madeira e dos Açores têm manifestado a sua oposição ao diploma.
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