Afeganistão. Berlim lembra "preço" do conflito e repudia crítica de Trump
- 24/01/2026
Numa declaração no WhatsApp, o ministro da Defesa alemão lembrou que as forças armadas germânicas (Bundeswehr) "estavam prontas quando os aliados americanos solicitaram apoio" depois do ataque terrorista islamita de 11 de setembro de 2001, em Nova Iorque, tendo pago "um preço alto por esse compromisso".
"Cinquenta e nove soldados e três polícias perderam a vida em combate, atentados ou acidentes", enquanto "inúmeros outros sofrem ainda hoje com as sequelas físicas e psicológicas desse período", precisou Boris Pistorius, citado pela agência de notícias France-Presse.
"Prometo-vos: honraremos o compromisso e a coragem dos nossos soldados no Afeganistão, independentemente das críticas", acrescentou.
Numa entrevista na quinta-feira ao canal norte-americano Fox News, Donald Trump criticou o papel dos outros países membros da NATO durante os 20 anos de conflito (2001-2021) no Afeganistão, assegurando que os Estados Unidos "nunca precisaram deles".
"Vão dizer que enviaram algumas tropas para o Afeganistão... e conseguiram, mas ficaram um pouco para trás, um pouco afastados das linhas da frente", disse, afirmando que a NATO não ajudaria os Estados Unidos em caso de necessidade.
As declarações do Presidente norte-americano têm gerado críticas dos aliados europeus, nomeadamente do Reino Unido, que exigiu um pedido de desculpas, assim como dos governos de Itália e Dinamarca.
O antigo ministro da Defesa e dos Negócios Estrangeiros português Augusto Santos Silva repudiou igualmente a acusação, elogiando, numa mensagem no Facebook, o "profissionalismo e competência" de milhares de militares portugueses e considerando que as declarações de Donald Trump "insultam também Portugal".
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