Admirado após "lapalissada", Pinto nega ter apelado ao voto em Seguro
- 15/01/2026
Depois de esta tarde ter dito que percebe que os eleitores uma votem numa candidatura que impeça uma segunda volta entre um candidato antidemocrático e outro "demasiado próximo do Governo" e ter enviado uma carta aos militantes do Livre para que "votem livremente" no nome que "dê mais garantias de defesa da Constituição", Jorge Pinto voltou a falar aos jornalistas para afirmar que não disse mais do que uma "lapalissada" sobre "ninguém ser dono dos votos de ninguém".
"Há muitas que me dizem que estão com medo e que poderão votar numa outra candidatura precisamente movidas pelo medo. A essas pessoas, o que eu lhes digo é, desde que votem em consciência, desde que votem de maneira informada, o voto é legítimo. É uma coisa tão simples que me parece evidente", disse, à entrada de um comício na Biblioteca Almeida Garrett, no Porto.
Jorge Pinto recusou a ideia de que as suas palavras possam ser interpretadas como uma desistência ou um apelo ao voto útil ou em António José Seguro , afirmando que não se candidata "para pedir às pessoas para não votarem" em si, mas ressalvando que "vive num mundo real" em que ouve o medo e a inquietação dos eleitores.
Para o candidato apoiado pelo Livre, pode estar em causa "excesso de transparência" para que "isto seja um assunto", mas esta posição é parte de uma política diferente como uma linguagem "honesta que não vem de nenhuma agência de comunicação".
"Gostaria que os outros candidatos fossem sempre mais transparentes, ou tão transparentes quanto possível. Portanto, o apelo ao voto é na minha candidatura. Oiço os portugueses, percebo o seu medo, que votem em consciência, e se votarem em consciência, como eu irei votar em consciência, certamente no dia 18 poderemos todos dormir bem e de consciência tranquila, que também é isso que nos deve mover", disse.
Questionado sobre o facto de na sua carta aos militantes do Livre ter pedido que votassem livremente sem apelar ao voto em si, Jorge Pinto disse que não ser "dono de absolutamente ninguém" e reiterou que no dia 19, depois das eleições, continuará presente porque a sua "candidatura veio para ficar".
Depois de ter admitido "prejudicar a sua candidatura para preservar e proteger o futuro do país", Jorge Pinto respondeu que um "bom resultado para o país seria ter uma boa votação" no domingo, mas insistiu que o que o move não é "ficar à frente de outra candidatura" e sim o "interesse geral dos portugueses".
"Eu, no fundo, estou a realçar uma evidência. Que isto não seja habitual na linguagem política, concedo. Mas olhem, bem-vindos à política do século XXI. Bem-vindos à maneira diferente de fazer política que eu prometi no início desta campanha. Porque ser menos do mesmo é também ser franco como os portugueses, é falar à sua inteligência. Porque, eu repito, eu não falo para os comentadores de turno que daqui a dois dias já ninguém se lembra do que estão a dizer hoje", resumiu.
Esta tarde, o candidato presidencial Jorge Pinto pediu aos eleitores que "votem livremente" e afirmou que percebe que votem numa candidatura que impeça uma segunda volta entre um candidato antidemocrático e outro "demasiado próximo do Governo".
Em declarações aos jornalistas durante uma arruada no Porto, Jorge Pinto declarou que, dado o risco de haver uma segunda volta entre um "candidato antidemocrático" e outro "demasiado próximo do Governo", percebe as dúvidas dos eleitores e que respeitará quem vote "numa candidatura que ache que é mais útil para impedir este cenário".
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