"A vida do PS é com o líder do PS", diz Seguro
- 09/02/2026
No discurso de vitória da segunda volta das eleições presidenciais de domingo, Seguro foi questionado pelos jornalistas sobre se a sua chegada a Belém, sendo ex-líder do PS e sendo apoiado pelo partido, podia funcionar como um balão de oxigénio para o partido liderado por José Luís Carneiro.
"A vida do PS é com o líder do PS. Eu tenho muito orgulho no meu passado e nas minhas raízes, nunca o escondi durante a campanha eleitoral e desde o momento que anunciei a minha candidatura, mas não tenho atividade partidária, nem terei nos próximos 5 anos, mas não tenho há 11 anos, não tive qualquer atividade partidária", começou por referir.
Questionado sobre se pretende entregar o seu cartão de militante do PS, o vencedor das eleições presidenciais referiu que este ato "tem um valor simbólico".
"Mário Soares entregou, Jorge Sampaio não entregou, eu penso que me fazem justiça todos os portugueses em reconhecer que mesmo quando eu tinha atividade partidária, cada vez que foi necessário afirmar a minha independência, de acordo com os meus valores e os princípios, eu assumi essa independência e é isso que eu farei na minha atuação como Presidente da República", prometeu.
Seguro reiterou que está "acima dos partidos", que "é isso que a Constituição exige".
"É também isso que os portugueses querem. Querem um Presidente da República que possa agir em respeito por todas as forças político-partidárias no nosso país, mas tratando a todos por igual", apontou.
Ao contrário da noite eleitoral da primeira volta, o líder do PS, José Luís Carneiro, esteve domingo à noite no quartel-general de Seguro, onde ficou durante menos de uma hora e não ficou para o discurso de vitória, depois de já ter feito uma declaração na sede do partido para felicitar o Presidente da República eleito.
O candidato apoiado pelo PS prometeu esta independência também em relação ao partido do seu adversário nesta segunda volta, o Chega.
"Somos todos relevantes e importantes, desde que escolhidos democraticamente pelo povo português, para fazermos os compromissos e encontrámos as convergências para que o país tenha estabilidade e para que essa estabilidade se traduza em soluções para resolver os problemas dos portugueses", defendeu.
Tal como sempre defendeu na campanha, prometeu que como Presidente da República nunca deixará "que o debate entre na lama" e contribuirá "sempre para elevar a fasquia da qualidade do debate público e político".
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