"A responsabilidade é minha, toda minha e apenas minha"
- 18/01/2026
O candidato presidencial Luís Marques Mendes assumiu hoje total responsabilidade pelo resultado negativo nas eleições e disse que não apoiará qualquer dos adversários que passe à segunda volta.
"A responsabilidade é minha, toda minha e apenas minha", afirmou o candidato apoiado por PSD e CDS-PP.
"Os portugueses escolheram e não me escolheram a mim", frisou, acrescentando: "Respeitarei sempre a escolha soberana dos portugueses, não fico amargurado, não fico ressentido". "Gosto muito do meu pais, honrou-me muito ser candidato a Presidente da República".
O candidato, que leu a sua intervenção e não respondeu a perguntas, esclareceu também que não endossará apoio na segunda volta, começando por felicitar os adversários que passarão a essa fase, à partida António José Seguro e André Ventura, candidatos apoiados por PS e Chega, respetivamente.
"Não vou fazer o endosso dos votos que me foram hoje confiados. Tenho a minha opinião pessoal, mas enquanto candidato, que é a única posição que tenho aqui hoje, não sou dono dos votos que em mim foram depositados. Cada um dos que votaram em mim decidirá na altura própria de acordo com a sua liberdade e com a sua consciência", afirmou.
Fonte da candidatura indicou que Marques Mendes, antes de descer para a declaração final, ligou ao adversário António José Seguro, que ficou em primeiro lugar no sufrágio.
Mendes, que as projeções televisivas à boca das urnas colocam fora da segunda volta e em quarto ou quinto lugar, entrou na sala acompanhado pela mulher e pelo ministro da Economia e da Coesão Territorial, Manuel Castro Almeida, e foi recebido com aplausos de pé pelos apoiantes.
Numa declaração de cerca de seis minutos, e que terminou pelas 21:30, Mendes começou por saudar todos os portugueses que foram votar, salientando que uma eleição "mais ou menos sorridente" é sempre uma conquista da democracia.
Em segundo lugar, quis deixar uma palavra sobre a sua responsabilidade neste ato eleitoral.
"Tomei a decisão de me candidatar depois de uma reflexão pessoal, cívica e política e depois de mais de 40 anos de vida pública. Esta candidatura foi minha e assumo por inteiro a responsabilidade por este resultado", afirmou.
O antigo líder do PSD assegurou que respeitará sempre a escolha dos portugueses: "Não fico amargurado, não fico ressentido. Não guardarei qualquer mágoa ou rancor. Gosto muito do meu país, honrou-me muito servi-lo e honrou-me muito ser candidato a Presidente da República", frisou.
"Esta candidatura, como disse, só a mim responsabiliza. Mas ela só foi possível com a ajuda de muitos ao longo de todo o país, pessoas do PSD e do CDS, pessoas independentes e sem partido", disse.
Entre os agradecimentos, destacou a família e, em especial, a mulher, Sofia Marques Mendes, que esteve a seu lado durante toda a campanha.
"Agradeço finalmente, de forma especialmente sensibilizada, aos portugueses que, em todo o lado, de norte a sul do país, incluindo as Regiões Autónomas, me receberam sempre de uma forma particularmente afetiva. Aqueles que votaram em mim e aqueles que não votaram em mim", afirmou.
Durante o discurso, vários jovens juntaram-se ao candidato no palco. No final, tocou o hino da candidatura e o hino nacional e apoiantes e familiares de Marques Mendes subiram também ao palco.
Estavam presentes na sala, entre outros, o mandatário nacional da candidatura, Rui Moreira, o mandatário distrital de Lisboa, Eduardo Barroso, o presidente da Câmara de Lisboa, Carlos Moedas, o diretor de campanha, Duarte Marques, o líder parlamentar do CDS-PP, Paulo Núncio, e também os ex-dirigentes do PSD José Eduardo Martins e Paulo Colaço, bem como vários deputados nacionais e europeus.
Luís Marques Mendes entrou na sala de semblante fechado, acompanhado pela mulher, Sofia Marques Mendes, e pelo ministro da Economia e Coesão Territorial, Manuel Castro Almeida e rodeado de vários seguranças. O candidato não respondeu a perguntas dos jornalistas nem à chegada à sala nem à saída.
Quando desceu do palco, foi cumprimentado por várias pessoas, entre as quais a mulher do primeiro-ministro, Carla Montenegro.
Ainda o candidato estava na sala, começou a passar em direto nas televisões a declaração do líder do PSD e primeiro-ministro, que foi audível nas colunas, ao contrário de todas as outras declarações da noite.
Depois do candidato abandonar o local, a sala rapidamente se esvaziou.
[Notícia atualizada às 22h06]
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