"A demissão da ministra era a única saída", considera líder do BE
- 10/02/2026
O coordenador do Bloco de Esquerda (BE), José Manuel Pureza, afirmou esta terça-feira que "a demissão da MAI [ministra da Administração Interna] era a única saída" possível para o Governo, depois da sua atuação durante as tempestades que atingiram o país.
Numa nota partilhada pela conta do BE na rede social X, José Manuel Pureza explicou que, "entre a falta de prevenção e o erro na resposta, o Governo falhou no seu dever mais básico: proteger o nosso povo".
Devido à incapacidade do Executivo, argumentou o bloquista, "milhares de famílias pagaram o preço da incompetência e do abandono".
E rematou: "O país exige mudanças, não apenas demissões."
— Bloco de Esquerda (@BlocoDeEsquerda) February 10, 2026
Esta manhã, na Assembleia da República, o coordenador nacional do BE já tinha defendido a saída de Maria Lúcia Amaral do cargo.
"Se Luís Montenegro aplicasse ao seu Governo as críticas que o PSD fez a governos anteriores, haveria no Conselho de Ministros mais cadeiras vazias do que cadeiras preenchidas. Está na altura de isso ser levado a sério", considerou.
A demissão de Maria Lúcia Amaral foi comunicada ao país esta terça-feira durante a noite, através de uma nota partilhada no site da Presidência, onde Marcelo Rebelo de Sousa, já de saída do cargo, anunciava que tinha aceitado "o pedido de demissão da ministra da Administração Interna".
O mesmo comunicado explicou que Maria Lúcia Amaral "entendeu já não ter as condições pessoais e políticas indispensáveis ao exercício do cargo".
A proposta de demissão terá sido feita por Luís Montenegro, "que assumirá transitoriamente as respetivas competências".
Esta é a primeira demissão do XXV Governo PSD/CDS-PP liderado por Luís Montenegro, pouco mais de oito meses depois da sua posse, a 5 de junho de 2025.
A comunicação ao país, note-se, acontece um dia depois de Marcelo Rebelo de Sousa se ter encontrado com o seu sucessor, António José Seguro, numa reunião que durou cerca de três horas, e no dia anterior ao primeiro debate quinzenal na Assembleia da República desde o início das intempéries que assolaram o país.
Luís Montenegro responderá amanhã, quarta-feira, pela primeira vez, na Assembleia da República à oposição, que criticou a atuação do Executivo, sobretudo na fase inicial de resposta à depressão Kristin, com vários partidos a pedirem a demissão da ministra da Administração Interna.
O primeiro-ministro, por seu turno, tem defendido que o Governo fez tudo o que era possível desde o início e que este ainda não é o momento de fazer a avaliação do Executivo, mas de responder às situações de emergência no terreno.














