2 milhões de ucranianos evitaram servir no exército e 200 mil desertaram
- 14/01/2026
Os dados foram apresentados hoje perante o parlamento por Mykhailo Fedorov, durante o discurso de posse como ministro da Defesa.
A informação destaca a dimensão de um problema que explica em parte a escassez de pessoal que torna as Forças Armadas Ucranianas vulneráveis em algumas áreas da frente de combate.
Homens ucranianos entre os 25 e os 60 anos são obrigados a registar-se para serem chamados e integrarem as fileiras das Forças Armadas, no âmbito da ofensiva militar russa no território ucraniano, lançada a 24 de fevereiro de 2022.
Alguns homens desta faixa etária evitam fazê-lo, expondo-se ao risco de serem capturados na rua por patrulhas de recrutadores e sancionados ou até enviados para a frente.
A nomeação de Fedorov foi aprovada hoje pelo parlamento ucraniano, depois de o Presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, ter apresentado formalmente a sua candidatura ao cargo na véspera.
No primeiro encontro com Fedorov após a sua nomeação, Zelensky encarregou-o de procurar "soluções sistémicas" para os problemas existentes nos centros de recrutamento, que têm sido acusados de abuso e corrupção.
Zelensky também instruiu o novo ministro a tomar medidas para alcançar "uma distribuição mais justa do pessoal entre as brigadas de combate".
Até agora, Fedorov era ministro da Transformação Digital e substitui Denys Shmygal, que assumirá a pasta da Energia.
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